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Greca doa

Administração GRECA doa R$200 milhões às empresas de transporte durante a epidemia do Covid-19

A administração RAFAEL GRECA tem sido muito bondosa com as empresas de transporte. Em 2019, doou R$50 milhões. Em 2020, doou R$200 milhões. Além disso, a Prefeitura recebeu R$32 milhões proveniente da tributação das passagens pagas pelos usuários dos aplicativos de mobilidade urbana.

Ao mesmo tempo que a administração RAFAEL GRECA aumenta o custo de vida do cidadão, ao mesmo tempo que faz doação milionárias de R$250 milhões de reais às empresas de transporte coletivo, e o faz durante a epidemia do Covid-19, no meio de milhares de falências, no meio de um período com descomunal aumento do desemprego e queda da renda do curitibano.

Ao mesmo tempo que a administração RAFAEL GRECA embeleza a cidade com suas praças, suas flores, suas esculturas, estas compradas ao custo de R$6 milhões de reais, ao mesmo tempo que a administração RAFAEL GRECA apoia a arte em suas várias versões, seja a Camerata Antiqua, seja o canto lírico e a música clássica, o que é altamente elogiável, essa mesma administração gera um profundo, vasto e incalculável dano à população em geral, empobrecida pelo fechamento do comércio.

Isso é uma covardia e uma profunda insensibilidade da administração RAFAEL GRECA com o povo em geral.

LINKS.

https://www.tribunapr.com.br/noticias/politica/greca-e-flagrado-jantando-com-donato-gulin-no-graciosa-country-club/amp/

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/colunistas/celso-nascimento/greca-e-gulin-no-country-parceria-nada-impossivel-eitur3jnsi2d9dikakhufbn6d/

https://blogdotupan.com.br/2020/05/04/camara-de-curitiba-aprova-r-200-milhoes-para-o-transporte/

https://www.agoraparana.com.br/noticia/gabinete-de-greca-tem-26-funcionarios-e-custa-r-42-milhoes-por-ano-aos-curitibanos#.XqyiO8ruoFh.whatsapp

https://theintercept.com/2020/01/02/greca-curitiba-esculturas-turin/

https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/arrecadacao-com-aplicativos-somou-r-32-milhoes-em-dois-anos/52962

 

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https://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/colunistas/celso-nascimento/greca-e-gulin-no-country-parceria-nada-impossivel-eitur3jnsi2d9dikakhufbn6d/

“Rafael Greca é o prefeito de Curitiba que, no dia 6 passado, aumentou a tarifa de ônibus de R$ 3,70 para R$ 4,25. O empresário Donato Gulin (e família) é dono de 70% das linhas do transporte coletivo da capital. Três dias depois do reajuste,na quinta-feira (9), a partir das 18h30, eles se reuniram no refinado ambiente do Bar do Golf, bem defronte ao campo de golfe do Graciosa Country Club. Àquela altura nenhum dos dois imaginava que o Tribunal de Contas iria cancelar o reajuste da passagem.

O abelhudo fotógrafo que teve a gentileza de enviar o flagrante para a coluna bem que tentou ouvir o que conversavam os dois amigos, que tinham como companhia dois outros convivas. A distância não permitiu ouvi-los. Como um deles falava com a boca cheia, até mesmo um especialista em leitura labial teria dificuldades para fazer tradução razoável. Diante de tais impossibilidades, mas com base no contexto e nos interesses que não raras vezes unem o público ao privado, é possível fazer algumas conjecturas:”

  • Gulin teria convidado o prefeito para o happy hour em gratidão pelo aumento?
  • Foi protestar contra o fato de a tarifa do usuário ter ficado abaixo da tarifa técnica de R$ 4,57 reivindicada pelo Setransp, o sindicato dos empresários?
  • Rafael teria comunicado que, conforme prometera na campanha, vai rever o polêmico contrato firmado em 2010?
  • O prefeito teria avisado que o aumento obrigará as empresas a renovar a frota sem mais discussões judiciais?
  • Seria este o momento próprio para Rafael agradecer por suposta ajuda para a sua campanha?

” Poderiam ter combinado estratégias para evitar uma greve de motoristas e cobradores se não ficarem satisfeitos com o dissídio do dia 26?

  • Teriam se concentrado em resolver o teorema rafaelino segundo o qual “as coisas custam o que custam”?
  • Teriam conversado sobre acervos museológicos ou outras amenidades artístico-culturais?

Enfim, são tantos os temas em que a conversa poderia se desdobrar que o encontro entre o público e o privado se manteve envolto em mistério. Claro, nada os impede de ter convívio social — inclusive em lugar tão requintado como o Country Club —, mas se foi para tratar de assuntos de interesse da cidade que dependam de decisões de ambos e que afetem a vida do povo, melhor teria sido cumprir a liturgia institucional de se reunirem em audiência no gabinete prefeitural devidamente agendada e com toda transparência.

Sorry, periferia!”

Leia mais em:

https://www.gazetadopovo.com.br/vida-publica/colunistas/celso-nascimento/greca-e-gulin-no-country-parceria-nada-impossivel-eitur3jnsi2d9dikakhufbn6d/

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Administração de Prefeito Greca doa

https://www.tribunapr.com.br/noticias/politica/greca-e-flagrado-jantando-com-donato-gulin-no-graciosa-country-club/amp/

Tribuna Paraná.

TRANSPORTE

Greca é visto jantando com Donato Gulin no Graciosa Country Club

por Redação 14/02/17 11h52 – Atualizado: 14/02/17 11h55

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), foi visto na quinta-feira (9), jantando com o empresário Donato Gulin, que junto com a família, é dono de 70% das linhas do transporte coletivo da capital. De acordo com a coluna do jornalista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, Greca e Gulin jantavam no Bar do Golf, em frente ao campo de golf do Graciosa Country Club, no bairro Cabral.

O jantar aconteceu três dias após o anúncio do aumento da tarifa de ônibus de R$ 3,70 para R$ 4,25. Leia o texto na integra.

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aprova R$ 200 milhões

https://blogdotupan.com.br/2020/05/04/camara-de-curitiba-aprova-r-200-milhoes-para-o-transporte/

Câmara de Curitiba aprova R$ 200 milhões para o transporte

maio 4, 2020

Maia Neto, com um ápice quando colocou de que valor de R$ 200 mil para o transporte público, divulgado pela imprensa, era “fake news,” – a notícia foi divulgada pelo prefeito Rafael Greca (DEM), em uma entrevista para a CNN Brasil há algumas semanas – a Câmara Municipal de Curitiba aprovou a proposta apresentada pelo Executivo, por 24 a 10.

Apesar do lenga-lenga entre os vereadores, os comentários durante a transmissão ao vivo, através do Youtube, estavam quentes, o que deve criar um número de militantes para trabalhar contra a maioria dos vereadores adesistas aos pedidos do prefeito.

Segundo Maia Neto, parte dos R$ 200 milhões serão utilizados para assepsia dos terminais e estações tubos.

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Greca R$ 4,2 milhões

https://www.agoraparana.com.br/noticia/gabinete-de-greca-tem-26-funcionarios-e-custa-r-42-milhoes-por-ano-aos-curitibanos#.XqyiO8ruoFh.whatsapp

POLÍTICA

Gabinete de Greca tem 26 funcionários e custa R$ 4,2 milhões por ano aos curitibanos

01/05/2020 às 19:15 ■ por Oswaldo Eustáquio

Motorista do prefeito de Curitiba recebe R$ 17,6 mil por mês. O salário da secretária é R$ 16,5 mil – mesmo valor que recebe o assessor que amarra o cadarço dos sapatos de Rafael Greca. A conta é salgada. Para manter o gabinete em funcionamento, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, conta com 26 servidores, todos ocupando cargos em comissão ao custo anual de R$ 4,2 milhões por ano – contando já o 13° salário. Os dados estào disponíveis no site da prefeitura de Curitiba.

Sào despendidos nada menos que R$ 325,8 mil por mês só em salários. Com este recurso seria possível comprar duas ambulâncias, por exemplo, todos os meses para a cidade de Curitiba. A conta quem paga são os curitibanos e sem a contrapartida nos serviços básicos como saúde e segurança de qualidade.

No gabinete do vice-prefeito Eduardo Pimentel o cenário é mais real e menos fantasioso. Pimentel dispõe de quatro funcionários ao custo mensal de R$ 47,7 mil. Uma disparidade enorme quando comparado com o gabinete de Rafael Greca.

Na lista de servidores lotados no gabinete do prefeito Greca estào servidores que pouco ou quase nada “servem” aos curitibanos. Conhecido pelas extravagantes viagens Brasil afora, Lucas Navarro de Souza é um sujeito de sorte. Do dia para a noite foi alçado ao posto de “grào mestre” do funcionalismo público de Curitiba. A folha de pagamento da prefeitura da capital paranaense mostra que Lucas embolsa por mês R$ 16.586,80 – um dos maiores salários de toda a administração municipal.

Na prática, ninguém sabe bem sua funçào. É uma espécie de faz tudo do prefeito Rafael Greca. Acompanha reuniões políticas e técnicas, mas em nada contribui. Uma das atividades que Lucas mais desempenha na prefeitura de uma das principais capitais do país chega a ser vergonhosa: é ele quem amarra os sapatos de Greca. O prefeito tem enorme dificuldade na simples tarefa que até uma criança de 4 anos faz rotineiramente – já que nào consegue alcançar os próprios pés.

Os holofotes se viraram para o sortudo funcionário do gabinete de Greca quando veio à tona o escândalo da farra da comida com recurso público – protagonizados por Greca e Lucas. Até porque os dois não se desgrudam.

Até a sauna de um aristocrático clube de Curitiba os dois frequentam juntos. As contas das refeições do prefeito e seu assessor predileto são faraônicas. Greca e Lucas chegaram a gastar – com o dinheiro dos curitibanos – R$108,00 em quatro garrafas de água mineral de 500 ml, que se não fosse pelo nome e status poderiam custar R$6,00 em restaurante.

Outro funcionário do Rafael Greca que chama atenção é Almir Carlos Bornancin, indicado pelo ex-vereador Hélio Wirbinski. No site da prefeitura ele figura como motorista de Greca, lotado no gabinete do prefeito. Por mês, ele recebe R$17.606,30 para trabalhar como motorista do prefeito.

O mesmo salário de Lucas (R$ 16.586,80) é pago para Juliana Cruz Lima. Ela é a secretária de Rafael Greca. É quem anota os recados, marca compromissos na agenda e atende aos telefonemas. Sào apenas dois funcionários que tiveram a sorte grande de conhecer e cair nas graças do prefeito Rafael Greca. Quisera o funcionalismo municipal contar com tal bondade.

Neste 1 de Maio, Dia do Trabalho, Lucas, Almir e Juliana sào dois bons exemplos do abismo existente entre os salários pagos aos trabalhadores e servidores de Curitiba e a casta que vive dentro do gabinete do prefeito Rafael Greca. Nào esqueça: R$ 4,2 milhões em salários para 26 funcionários lotados no gabinete de Rafael Greca. É muito dinheiro público jorrado pelo ralo.

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http://www.zebeto.com.br/2020/05/04/fruet-ataca-e-diz-que-greca-so-ajuda-os-amigos-do-graciosa/#.XrILwC-z0UE

15:36 Fruet ataca e diz que Greca só ajuda os “amigos do Graciosa”

Do deputado federal Gustavo Fruet, nas redes sociais

Enquanto milhares de microempresários e autônomos curitibanos fazem fila na porta da Caixa por R$ 600, o prefeito que “Sabe Fazer” está com um cheque de R$ 200 milhões (socorro, subsídio Prefeitura e Estado e o fim da fiscalização dos indicadores de qualidade) pra salvar os amigos do Graciosa que comandam o transporte coletivo na Capital. Governar para os que mais precisam não é prioridade da atual gestão!

 

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Greca gasta R$ 6 Milhões

https://theintercept.com/2020/01/02/greca-curitiba-esculturas-turin/

PREFEITO DE CURITIBA TORRA R$ 6 MILHÕES EM ESCULTURAS QUE PODERIAM CUSTAR DEZ VEZES MENOS

Fernanda Seavon, Rafael Moro Martins

EM MEIO A DISCURSOS em que pede “responsabilidade e parcimônia” nos gastos públicos, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do DEM, mandou comprar por quase R$ 6 milhões e sem licitação 12 reproduções de esculturas de bronze do artista paranaense João Turin, morto em 1949. Elas vão compor o que o prefeito quer que seja o maior jardim de esculturas do Brasil.

A aquisição foi feita em junho passado, meses antes da obra de Turin entrar em domínio público, o que aconteceu agora em janeiro. Hoje, a reprodução das esculturas é livre. Ou seja, se tivesse esperado menos de seis meses para fazer o negócio, a prefeitura não precisaria pagar pelos direitos de reprodução das esculturas e poderia abrir uma licitação para escolher o mais barato entre os vários fornecedores disponíveis no mercado.

Iria custar, como nós apuramos, até dez vezes menos.

Mas o político preferiu não esperar, o que obrigou o município a fazer o negócio com Samuel Ferrari Lago, dono dos direitos sobre a obra de Turin desde 2011 e conhecido na cidade como produtor cultural. Como ele tinha à época os direitos sobre a obra de Turin, a prefeitura pode fazer a compra sem licitação – por R$ 5,85 milhões. Assim, Greca não apenas fez com que o município gastasse mais dinheiro como também o entregou a um fornecedor ligado a um doador de sua campanha eleitoral.

O contrato para a compra com inexigibilidade de licitação foi publicado no Diário Oficial em 25 de junho passado. O acordo estipula até 13 meses para a entrega total das peças.

A fornecedora é a SSTP Investimentos Ltda, empresa que pertence a Lago. O empresário disse que as réplicas estão sendo produzidas em Curitiba e nos Estados Unidos. Segundo ele, isso se deve à complexidade de produzir “obras em escala monumental”. As maiores terão três metros de altura.

“A partir de 2020, sob a perspectiva do direito autoral, o processo de inexigibilidade não se aplicaria, porque qualquer artista poderia fazer as reproduções, e a prefeitura precisaria abrir licitação”, explicou Pedro Lana, jurista e integrante do grupo de estudos de direito autoral e industrial da Universidade Federal do Paraná.

“A administração pública deve seguir princípios de razoabilidade, proporcionalidade e moralidade. Pelos valores altos e pela data em que o contrato foi feito, me parece um caso de mau uso dos recursos públicos e, eventualmente, até de improbidade administrativa”, avaliou o jurista. Caso comprovada alguma relação – mesmo que pessoal ou em negócios particulares – entre ocupantes da prefeitura e o fornecedor, a situação se agrava, frisou Lana.

No mercado, a fundição em bronze custa a partir de R$ 80 o quilo. A prefeitura de Curitiba está pagando R$ 1.842 o quilo.

Questionamos Lago sobre os valores do negócio com a prefeitura. Ele defendeu-se dizendo que o custo foi estabelecido após três perícias. Mas, nos documentos, três peritas contratadas pelo empresário – e não pela prefeitura, como seria de se supor – simplesmente atestam a qualidade estética das obras, sua importância histórica e os valores praticados no mercado de arte. Não há qualquer cotação de preço do material a ser utilizado ou da mão de obra que justifique o tamanho da despesa que a prefeitura escolheu pagar.

Nós fomos ao mercado e encontramos preços muito menores. A fundição de peças em bronze custa a partir de R$ 80 o quilo, aí incluídos material e mão de obra. Para efeitos de comparação, a da SSTP irá sair a R$ 1.842 o quilo.

Para reproduzir Índio Guairacá I, Lago irá embolsar R$ 540 mil. Mas uma empresa de Minas Gerais com tradição na área disse ser capaz de fazer o mesmo trabalho por R$ 40 mil. Pela produção da escultura Índio Guairacá II, Lago cobrou R$ 750 mil da prefeitura. Nós conseguimos um orçamento para a produção dela por R$ 73 mil, nas mesmas especificações, dimensões e material das encomendadas à SSTP.

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Arrecação com aplicativos

https://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/arrecadacao-com-aplicativos-somou-r-32-milhoes-em-dois-anos/52962

Arrecadação com aplicativos somou R$ 32 milhões em dois anos

02/10/2019 15:56

A Prefeitura arrecadou R$ 32,65 milhões em quase dois anos de cobrança do chamado preço público das empresas de aplicativos de transporte, as Administradoras de Tecnologia em Transporte Compartilhado (ATTCs), como Uber, Cabify e 99.

A cobrança teve início no final de setembro de 2017 e o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi, lembra que esses recursos têm se mostrado importantes no esforço de recuperação fiscal do município.

“É uma atividade que vem crescendo e com isso o preço público arrecadado pelo município também vem aumentando”, diz Puppi.

De janeiro a agosto desse ano, o valor arrecadado com os aplicativos somou R$ 14,3 milhões, 85% mais do que os R$ 7,7 milhões apurados no mesmo período do ano passado.

O valor arrecadado pela Prefeitura, recolhido mensalmente, é estabelecido com base em três diferentes faixas. Por corridas de até 5 km, as empresas pagam R$ 0,08 (oito centavos) por quilômetro; de 5 a 10 km, R$ 0,05; e acima de 10 km, R$ 0,03.

Hoje estima-se que são cerca de 12 mil motoristas cadastrados em aplicativos de transporte compartilhado. A Urbanização de Curitiba (Urbs) deve iniciar em breve o cadastramento dos motoristas dos aplicativos.

O total computado pelos ATTCs supera o valor que os 2,9 mil taxistas da capital, por exemplo, arcam para exercer suas atividades – cerca de R$ 4,3 milhões por ano, decorrentes de valores de outorga (R$ 1.350 por táxi) e taxa de administração (R$ 162).

Veja também Oito razões para acabar com lockdowns agora

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Coronavírus

Centenas de links de pesquisa sobre covid-19. Coronavírus é similar à gripe comum.

Covid-19. Números do Coronavirus

 

A imagem acima expõe um gráfico que mostra países que fizeram lockdown, com países que não fizeram lockdown, Reino Unido, Espanha, Suécia, Itália, Holanda, Noruega, Finlândia, na relação de óbitos pelo Coronavirus com milhão de habitantes. No meio do gráfico, entre países que fizeram aparece a Suécia, que não fez lockdown. Ou seja, é empiricamente questionável a eficácia do lockdown. Abaixo 80 links diferentes que citam dados científicos, reportagens, opiniões diversas a fim de enriquecer o debate.

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“A melhor alternativa provavelmente implicará em deixar aqueles com baixo risco de doenças graves continuar trabalhando, manter os negócios e a manufatura em operação e “administrar” a sociedade, ao mesmo tempo em que aconselha indivíduos de alto risco a se proteger através do distanciamento físico e do aumentar nossa capacidade de assistência à saúde da forma mais agressiva possível. Com esse plano de batalha, poderíamos gradualmente criar imunidade sem destruir a estrutura financeira na qual nossas vidas se baseiam.”

MICHAEL T. OSTERHOLM, DIRECTOR OF THE CENTER FOR INFECTIOUS DISEASE RESEARCH AND POLICY AT THE UNIVERSITY OF MINNESOTA

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No caso brasileiro, na contenção da epidemia do coronavirus, a quarentena (lockdown) parece uma péssima escolha. Algumas conclusões dos papers, estudos, artigos, reportagens cujos links estão expostos a seguir:

(1) Covid-19 é similar à gripe comum em letalidade e em infecção, algo entre 0,01 e 0,4%. Em 2019 a gripe comum foi responsável por aproximadamente 400.000 óbitos no mundo todo.

(2) A carga viral no indivíduo importa para o tempo de incubação. Quanto maior a carga, menor o tempo de incubação. Quanto menor a carga, maior o tempo de incubação

(3) Há uma carga mínima necessária para iniciar uma infecção com sequelas clínicas ou subclínicas. Sem ultrapassar a dose viral mínima a infecção não se instala.

(4) A longa exposição próxima entre grupos afeta e aumenta a quantidade de infectados.

(5) A curta exposição próxima não parece afetar significativamente a quantidade de infectados.

(6) Os lockdowns (quarentena) podem ter efeito perverso do aumento da dose de infecção da média, através de mais infecções pela família e menos por uso de bens comuns ao público, como corrimão, maçanetas etc.

(7) O clima afeta a dispersão do vírus. Quanto quente e úmido sua dispersão é menor. Quanto mais frio e seco sua dispersão é maior.

(8) Pode haver fatores responsáveis pelo aumento das taxas de mortalidade, como coinfecção, cuidados de saúde mais inadequados, dados demográficos dos pacientes. Ou seja, pacientes mais velhos podem ser mais prevalentes em países como a Itália.

(9) Pode haver um aumento nas taxas de mortos à conta de tabagismo, hipertensão, diabetes, distúrbios cardíacos ou outras comorbidades;

(10) Há diferenças na maneira como as mortes são atribuídas ao coronavírus, morrer com a doença (associação) não é o mesmo que morrer da doença (causa).

(11) As medidas mais adequadas parecem ser distanciamento social, isolamento de vulneráveis e apoio ao sistema de saúde para que tenha aparato médico para atendimento dos enfermos.

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Para fazer o download deste arquivo com os links, clique abaixo:

Download (PDF, 975KB)

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A. ARTIGOS SELECIONADOS.

 

(A.1) Sobre similaridades com gripe comum, percentual de fatalidade próximo a 0,1%.

THE NEW ENGLAND JOURNAL OF MEDICINE. Covid-19 — Navigating the Uncharted. List of authors. Anthony S. Fauci, M.D., H. Clifford Lane, M.D., and Robert R. Redfield, M.D.:

“If one assumes that the number of asymptomatic or minimally symptomatic cases is several times as high as the number of reported cases, the case fatality rate may be considerably less than 1%.”.

https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMe2002387

(A.2) Letalidade próxima a 0,1%

Diamond Princess Mysteries. Willis Eschenbach / March 16, 2020. Guest Post by Willis Eschenbach

https://wattsupwiththat.com/2020/03/16/diamond-princess-mysteries/?fbclid=IwAR3fnXwtP_egzJPDr8XMyRysk2G3tGLo9C12d1Fjfpy3ZyLWKTCJu8qPEL4

Estimating the infection and case fatality ratio for COVID-19 using age-adjusted data from the outbreak on the Diamond Princess cruise ship. Timothy W Russell1*, Joel Hellewell1†, Christopher I Jarvis1†, Kevin Van Zandvoort1†, Sam Abbott1, Ruwan Ratnayake1,2, CMMID COVID-19 working group, Stefan Flasche1, Rosalind M Eggo1, W John Edmunds1, Adam J Kucharski1. * corresponding author: timothy.russell@lshtm.ac.uk. 1 Centre for the Mathematical Modelling of Infectious Diseases, Department of Infectious Disease Epidemiology, London School of Hygiene and Tropical Medicine, London, United Kingdom. 2  Department of Infectious Disease Epidemiology, London School of Hygiene and Tropical  Medicine, London, United Kingdom. 3 The members of the Centre for the Mathematical Modelling of Infectious Diseases (CMMID) COVID-19 working group are listed at the end of the article. † authors contributed equally

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.05.20031773v2.full.pdf

 

(A.3) Letalidade na Islândia entre 0,01% e 0,19%.

CEBM – The Centre for Evidence-Based Medicine develops, promotes and disseminates better evidence for healthcare. Global Covid-19 Case Fatality Rates. March 17, 2020. Jason Oke, Carl Heneghan. UPDATED 15th April 2020.

“ Iceland’s higher rates of testing, the smaller population, and their ability to ascertain all those with Sars-CoV-2  means they can obtain. an accurate estimate of the CFR and the IFR during the pandemic (most countries will only be able to do this after the pandemic). Current data from Iceland suggests their IFR is somewhere between 0.01% and 0.19%. “

https://www.cebm.net/covid-19/global-covid-19-case-fatality-rates/?fbclid=IwAR1gw5vwSfGb4KaQmpzdDd-9hzOuaBf_ZanmuxajeQu4jqKFdpLiP3n3kUc

 

(A.4) OMS. Estima assintomáticos e sintomáticos leves em 80%.

“While the range of symptoms for the two viruses is similar, the fraction with severe disease appears to be different. For COVID-19, data to date suggest that 80% of infections are mild or asymptomatic, 15% are severe infection, requiring oxygen and 5% are critical infections, requiring ventilation. These fractions of severe and critical infection would be higher than what is observed for influenza infection.”

https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-similarities-and-differences-covid-19-and-influenza

 

(A.5) Baixa eficácia dos lockdowns. Universidade de Sidney.

Modelling transmission and control of the COVID-19 pandemic in Australia. Sheryl L. Chang1, Nathan Harding1, Cameron Zachreson1, Oliver M. Cliff1, and Mikhail Prokopenko1,2,∗. Centre for Complex Systems, Faculty of Engineering, University of Sydney, Sydney, NSW 2006, Australia Marie Bashir Institute for Infectious Diseases and Biosecurity, University of Sydney, Westmead, NSW 2145, Australia. Corresponding author: mikhail.prokopenko@sydney.edu.au

https://arxiv.org/abs/2003.10218v1

 

Coronavirus

 

 

(A.6) Sobre eficácia de transmissão do vírus em reuniões em grupo.

What is the evidence for mass gatherings during global pandemics? On behalf of the Oxford COVID-19 Evidence Service Team. Centre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences. University of Oxford. Trip Database. Correspondence to david.nunan@phx.ox.ac.uk. David Nunan, John Brassey. 20/03/2020

https://www.cebm.net/covid-19/what-is-the-evidence-for-mass-gatherings-during-global-pandemics/

PDF: https://www.cebm.net/wp-content/uploads/2020/03/Mass-gatherings-and-sporting-events-during-a-pandemic_PDF-template-4.pdf

 

(A.7) Temperatura do ambiente e sua influência perante o covid.

Do weather conditions influence the transmission of the coronavirus (SARS-CoV-2)? March 23, 2020. Jon Brassey, Carl Heneghan, Kamal R. Mahtani, Jeffrey K. Aronson. On behalf of the Oxford COVID-19 Evidence Service Team. Centre for Evidence-Based Medicine, Nuffield Department of Primary Care Health Sciences. University of Oxford. Correspondence to jon.brassey@tripdatabase.com. 22nd March 2020.

https://www.cebm.net/covid-19/do-weather-conditions-influence-the-transmission-of-the-coronavirus-sars-cov-2/

PDF: https://www.cebm.net/wp-content/uploads/2020/03/Do-weather-conditions-influence-the-transmission-of-the-novel-coronavirus-2019-nCoV_.pdf

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.12.20059618v1.full.pdf

Coronavirus

(A.8) Modelo matemático para projeção de epidemia. Corrige erros do Imperial College.

Mathematical Modeling of Epidemic Diseases; A Case Study of the COVID-19 Coronavirus. Reza Sameni* Grenoble, France Revision: 10 April 2020

https://arxiv.org/pdf/2003.11371.pdf

 

(A.10) Pesquisa em Boston

COVID-19 outbreak at a large homeless shelter in Boston: Implications for universal testing. Authors: Travis P. Baggett, MD, MPH (1) Harrison Keyes, MPAS, PA-C (1) Nora Sporn, MA, MPH (2). Jessie M. Gaeta, MD (1). Affiliations: 1. Institute for Research, Quality, and Policy in Homeless Health Care, Boston Health Care for the Homeless Program, Boston, MA. 2. Division of General Internal Medicine, Massachusetts General Hospital, Boston, MA. Corresponding Author: Travis P. Baggett, MD, MPH. 100 Cambridge Street, 16th Floor Boston, MA 02114. Phone: 617-643-9314. Fax: 617-726-4120 tbaggett@mgh.harvard.edu.

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.12.20059618v1.full.pdf

 

(A.11) Perspectives on the Pandemic | Dr John Ioannidis of Stanford University | Episode 1

https://youtu.be/d6MZy-2fcBw

 

(A.12) Perspectives on the Pandemic | Professor Knut Wittkowski | Episode 2

https://youtu.be/lGC5sGdz4kg

 

(A.13) Morte por milhões de habitantes. Comparação de países europeus.

https://ourworldindata.org/grapher/daily-covid-deaths-per-million-7-day-average?country=ITA+ESP+GBR+KOR+SWE+FIN+NLD+DNK+NOR

 

(A.14) Oito razões para acabar com lockdown:

http://demchuk.com.br/2020/04/12/oito-razoes-para-acabar-com-os-lockdowns-agora/

 

(A.15) Especialistas médicos contra medidas draconianas por conta do covid-19

https://www.aier.org/article/800-medical-specialists-caution-against-draconian-measures/

 

(A.16) Entrevista do Dr Shiva Ayyadurai:

#CORONAVIRUS UPDATE: Dr. Shiva Ayyadurai and Stefan Molyneux

https://www.youtube.com/watch?v=5I46oFxp5L0&feature=youtu.be

 

(A.17) Entrevista do Dr Wong na CNN:

https://www.facebook.com/Paulo.Demchuk/videos/2552821285046014/

 

(A.18) Entrevista com Dra Birx, White House:

https://www.facebook.com/Paulo.Demchuk/videos/2553764594951683/

 

(A.19) Demonstração da pouca confiabilidade dos dados disponíveis:

https://www.nationalreview.com/corner/coronavirus-pandemic-projection-models-proving-unreliable/

 

(A.20) Dados sobre epidemia de gripe, mais mortais que covid. Nos EUA, 60.000 pessoas morreram de gripe comum na temporada 2017-2018 de gripe comum.

https://www.cdc.gov/flu/about/burden/index.html

 

(A.21) Dados sobre morte por gripe (influenza). Morrem 400.000 pessoas ao ano de gripe comum.

Influenza-pandemics-in-comparison-1.png 3.000×1.474 pixels

mortes-globais-influenza

 

(A.22) Lockdown não funciona e quebrar a economia não é bom. CEBM, o maior centro de estudos empíricos em medicina do planeta.

CEBM The Centre for Evidence-Based Medicine develops, promotes and disseminates better evidence for healthcare.

https://www.cebm.net/2020/03/covid-19-the-tipping-point/

 

(A.23) Crianças não transmitem infecção.

CHILDREN ARE UNLIKELY TO HAVE BEEN THE PRIMARY SOURCE OF HOUSEHOLD SARS-COV-2 INFECTIONS

https://www.medrxiv.org/content/10.1101/2020.03.26.20044826v1

 

(A.24) Coronavírus: Médicos defendem ‘abordagem cirúrgica’ em vez de lockdown indefinido Geraldo Samor e Pedro Arbex. 22/03/2020 às 18h24

https://braziljournal.com/coronavirus-medicos-defendem-abordagem-cirurgica-em-vez-de-lockdown-indefinido

 

(A.25) Reportagem sobre a queda nas projeções de mortos.

https://www.foxnews.com/politics/trump-says-country-near-the-peak-of-coronavirus-outbreak-death-toll-should-be-under-100000

 

(A.26) Ventiladores podem estar aumentando o número de mortos.

AP Top News. Understanding the Outbreak. Some doctors moving away from ventilators for virus patients. By MIKE STOBBE. April 8, 2020

https://apnews.com/8ccd325c2be9bf454c2128dcb7bd616d

 

B. MEDICINA.

 

(B.1) ARTIGO.

Michael T. Osterholm, director of the Center for Infectious Disease Research and Policy at the University of Minnesota: Estamos em território desconhecido. Mas a melhor alternativa provavelmente implicará em deixar aqueles com baixo risco de doenças graves continuar trabalhando, manter os negócios e a manufatura em operação e “administrar” a sociedade, ao mesmo tempo em que aconselha indivíduos de alto risco a se proteger através do distanciamento físico e do aumentar nossa capacidade de assistência à saúde da forma mais agressiva possível. Com esse plano de batalha, poderíamos gradualmente criar imunidade sem destruir a estrutura financeira na qual nossas vidas se baseiam.

 

MICHAEL T. OSTERHOLM, DIRECTOR OF THE CENTER FOR INFECTIOUS DISEASE RESEARCH AND POLICY AT THE UNIVERSITY OF MINNESOTA.

We are in uncharted territory. But the best alternative will probably entail letting those at low risk for serious disease continue to work, keep business and manufacturing operating, and “run” society, while at the same time advising higher-risk individuals to protect themselves through physical distancing and ramping up our health-care capacity as aggressively as possible. With this battle plan, we could gradually build up immunity without destroying the financial structure on which our lives are based

https://www.washingtonpost.com/opinions/2020/03/21/facing-covid-19-reality-national-lockdown-is-no-cure/

 

(B.2) Fechamento de Escolas. Equívoco.

The Lancet. School closure and management practices during coronavirus outbreaks including COVID-19: a rapid systematic review. Prof Russell M Viner, PhD. Simon J Russell, PhD. Helen Croker, PhD. Jessica Packer, MEpi. Joseph Ward, MBBS. Claire Stansfield, PhD et al. Published:April 06, 2020DOI:https://doi.org/10.1016/S2352-4642(20)30095-X

https://www.thelancet.com/journals/lanchi/article/PIIS2352-4642(20)30095-X/fulltext

 

(B.3) Johns Hopkins. Diferença de taxas de mortalidade em dezenas de países ao redor do mundo.

https://coronavirus.jhu.edu/data/mortality

 

(B.4) Estatística pouco confiável com elevada chance de erro político.

https://www.statnews.com/2020/03/17/a-fiasco-in-the-making-as-the-coronavirus-pandemic-takes-hold-we-are-making-decisions-without-reliable-data/

 

(B.5) Fatos sobre o covid.

https://www.instagram.com/p/B-BKpEip74a/?igshid=1m0qvqnpelsz4

 

(B.6) Visual capitalist exibe diferenças entre diversas epidemias ao longo da história.

https://www.visualcapitalist.com/history-of-pandemics-deadliest/?_lrsc=79b09bc0-97c0-472b-819d-70fd77e21dd7&cid=other-soc-lke

 

(B.7) Universidade de Oxford. Pesquisas mais atuais sobre covid-19.

http://www.ox.ac.uk/news-and-events/coronavirus-research

 

(B.8) Estudo sobre o efeitos da cadeia de hemoglobina em relação ao covid-19.

COVID-19:Attacksthe1-Beta Chain of Hemoglobin and Captures the Porphyrinto Inhibit Human Heme Metabolism. WenzhongLiu1,2,*,Hualan Li 21 School of Computer Science and Engineering, Sichuan University of Science & Engineering, Zigong, 643002, China; 2School of Life Science and Food Engineering, Yibin University, Yibin, 644000, China;* Correspondence:liuwz@suse.edu.cn;

https://chemrxiv.org/articles/COVID-19_Disease_ORF8_and_Surface_Glycoprotein_Inhibit_Heme_Metabolism_by_Binding_to_Porphyrin/11938173/5

 

(B.9) PAPER: Distribuição de carga viral em epidemia de sars:

(a) houve surto comunitário, (b) em complexo residencial com arranha-céus em Hong-Kong, (c) maior carga viral nasofaríngea foi encontrada em pacientes que moravam em unidades adjacentes do mesmo bloco habitadas pelo paciente índice, (d) carga viral nasofaríngea menor, porém detectável, foi encontrada em pacientes que moravam mais longe do paciente índice, (e) esse padrão de carga viral nasofaríngea sugeria que a transmissão aérea desempenhava um papel importante nesse surto em Hong Kong, (f) objetos contaminados e pragas de roedores também podem ter desempenhado um papel.

 

VIRAL LOAD DISTRIBUTION IN SARS OUTBREAK.

Emerg Infect Dis. 2005 Dec; 11(12): 1882–1886. doi: 10.3201/eid1112.040949. PMCID: PMC3367618. PMID: 16485474. Chung-Ming Chu,* Vincent C.C. Cheng,† Ivan F.N. Hung,† Kin-Sang Chan,* Bone S.F. Tang,† Thomas H.F. Tsang,‡ Kwok-Hung Chan,† and Kwok-Yung Yuencorresponding author†

An unprecedented community outbreak of severe acute respiratory syndrome (SARS) occurred in the Amoy Gardens, a high-rise residential complex in Hong Kong. Droplet, air, contaminated fomites, and rodent pests have been proposed to be mechanisms for transmitting SARS in a short period. We studied nasopharyngeal viral load of SARS patients on admission and their geographic distribution. Higher nasopharyngeal viral load was found in patients living in adjacent units of the same block inhabited by the index patient, while a lower but detectable nasopharyngeal viral load was found in patients living further away from the index patient. This pattern of nasopharyngeal viral load suggested that airborne transmission played an important part in this outbreak in Hong Kong. Contaminated fomites and rodent pests may have also played a role.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3367618/

 

(B.10) PAPER. Carga mínima viral.

(a) determinação da dose mínima de partículas virais que pode iniciar a infecção, (b) foi demonstrado que a presença de anticorpos preexistentes afeta a dose infecciosa e protege contra a reinfecção em muitos, mas não em todos os vírus, (c) a maioria dos vírus respiratórios parece ser tão infecciosa em humanos quanto na cultura de tecidos, (d) foi relatado que doses de <1 TCID50 de vírus da gripe, rinovírus e adenovírus infectam 50% da população testada, (e) baixas doses dos vírus entéricos, norovírus, rotavírus, echovírus, poliovírus e vírus da hepatite A causaram infecção em pelo menos alguns dos voluntários testados, (f) vários fatores podem influenciar a infectividade dos vírus em voluntários humanos infectados experimentalmente, isso inclui fatores hospedeiros e patógenos, bem como a metodologia experimental.

 

MINIMUM INFECTIVE DOSE OF THE MAJOR HUMAN RESPIRATORY AND ENTERIC VIRUSES TRANSMITTED THROUGH FOOD AND THE ENVIRONMENT.


Article (PDF Available) in Food and Environmental Virology 3(1):1-30 · March 2011 with 3,778 Reads. DOI: 10.1007/s12560-011-9056-7. Saber Yezli – Ministry of Health Saudi Arabia. Jon Otter at Imperial College Healthcare NHS Trust. TY  – JOUR. AU  – Yezli, Saber. AU  – Otter, Jon. PY  – 2011/03/01. SP  – 1. EP  – 30 N2 – Viruses are a significant cause of morbidity and mortality around the world. Determining the minimum dose of virus particles that can initiate infection, termed the minimum infective dose (MID), is important for the development of risk assessment models in the fields of food and water treatment and the implementation of appropriate infection control strategies in healthcare settings. Both respiratory and enteric viruses can be shed at high titers from infected individuals even when the infection is asymptomatic.

Presence of pre-existing antibodies has been shown to affect the infectious dose and to be protective against reinfection for many, but not all viruses. Most respiratory viruses appear to be as infective in humans as in tissue culture. Doses of <1 TCID50 of influenza virus, rhinovirus, and adenovirus were reported to infect 50% of the tested population. Similarly, low doses of the enteric viruses, norovirus, rotavirus, echovirus, poliovirus, and hepatitis A virus, caused infection in at least some of the volunteers tested. A number of factors may influence viruses’ infectivity in experimentally infected human volunteers. These include host and pathogen factors as well as the experimental methodology. As a result, the reported infective doses of human viruses have to be interpreted with caution.

https://www.researchgate.net/publication/227225392_Minimum_Infective_Dose_of_the_Major_Human_Respiratory_and_Enteric_Viruses_Transmitted_Through_Food_and_the_Environment

 

(B.11) PAPER: Alta mortalidade na infância correlacionada à intensidade da exposição.

(a) em uma comunidade urbana da África Ocidental, a infecção por sarampo em bebês foi examinada por cinco anos (1979-1983), (b) na faixa etária de 0 a 11 meses, a mortalidade por sarampo foi maior entre os casos secundários (infectados em casa) do que entre os índices (infectados fora de casa), e a proporção de casos secundários foi significativamente maior para esse grupo etário do que para crianças mais velhas,

(c) a exposição intensiva relacionada ao padrão social de transmissão da doença pode ser importante para explicar a alta mortalidade infantil observada com sarampo nos países em desenvolvimento, (d) mortalidade durante os primeiros 12 meses de vida aumentou com a idade, presumivelmente por causa da diminuição dos anticorpos maternos derivados do sarampo, (e) em crianças com menos de 6 meses de idade, geralmente consideradas protegidas por anticorpos maternos, a exposição intensiva pode levar à infecção, como demonstrado por um alto nível de anticorpos específicos para o sarampo em algumas crianças expostas a um irmão mais velho com sarampo, (f) objetivo das políticas de saúde pública deve ser alterar as condições de exposição.

 

HIGH MEASLES MORTALITY IN INFANCY RELATED TO INTENSITY OF EXPOSURE.

Aaby P, Bukh J, Hoff G, Leerhøy J, Lisse IM, Mordhorst CH, Pedersen IR. J Pediatr. 1986 Jul;109(1):40-4. Abstract. In a West African urban community, measles infection in infants was examined over 5 years (1979-1983). In the age group 0 to 11 months, measles mortality was higher among secondary cases (infected in the house) than among index cases (infected outside the house), and the proportion of secondary cases was significantly higher for this age group than for older children.

Intensive exposure related to the social pattern of disease transmission may be important in explaining the high infant mortality observed with measles in developing countries. Mortality during the first 12 months of life increased with age, presumably because of the decrease of maternally derived measles antibodies. In children younger than 6 months of age, who are usually considered to be protected by maternal antibody, intensive exposure may lead to infection, as demonstrated by a high level of measles-specific antibodies in some children exposed to an older sibling with measles. The aim of public health policies should be to change conditions of exposure. PMID: 3723239 DOI: 10.1016/s0022-3476(86)80569-8. [Indexed for MEDLINE]

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/3723239

 

(B.12) PAPER.

(a) foram estudados os aspectos clínicos e virológicos da resposta dos gatos às infecções intranasais com várias doses de Rinotraqueíte Viral Felina (FVR), (b) gatos inoculados com doses de 102, 103, 105 ou 107 CCID50 de vírus desenvolveram uma síndrome respiratória superior característica, enquanto uma dose de 101 CCID50 não conseguiu estabelecer uma infecção, (c) embora a variação individual na resposta tenha sido bastante acentuada, foi demonstrado que um aumento na dose viral infectante estava correlacionado com uma diminuição na duração do período de incubação antes do início da pirexia, outros sinais clínicos e excreção viral,

(d) embora o aumento da dose viral pareça estar diretamente relacionado à gravidade dos sinais clínicos, essa relação foi estatisticamente significante apenas para dispneia, (e) havia alguma indicação de um efeito de um aumento na infecção da dose viral na duração da excreção viral subsequente, (f) foi encontrada uma relação significativa entre a duração da excreção viral e a gravidade da síndrome resultante. As respostas sorológicas dos gatos à FVR foram geralmente de baixa magnitude. A proporção de animais infectados com anticorpos neutralizantes aumentou de 6 de 15 (40%) em 16 a 20 PID, para 11 de 15 (73%) em 30 a 34 PID.

 

THE DOSE RESPONSE OF CATS TO EXPERIMENTAL INFECTION WITH FELINE VIRAL RHINOTRACHEITIS VIRUS.

Journal of Comparative Pathology. Volume 89, Issue 2, April 1979, Pages 179-191. Author links open overlay panelR.M.GaskellR.C.Povey∗.

Show more: https://doi.org/10.1016/0021-9975(79)90057-4Get rights and content

Abstract. The clinical and virological aspects of the response of cats to intranasal infections with various doses of Feline Viral Rhinotracheitis (FVR) were studied. Cats inoculated with doses of 102, 103, 105, or 107 CCID50 of virus developed a characteristic upper respiratory syndrome whereas a dose of 101 CCID50 failed to establish an infection. Although individual variation in the response was quite marked, it was shown that an increase in the infecting viral dose was correlated with a decrease in the length of the incubation period before onset of pyrexia, other clinical signs and viral excretion.

Although increasing viral dose appeared to be directly related to the severity of the clinical signs, this relationship was only found to be statistically significant for dyspnoea. There was some indication of an effect of an increase in infecting viral dose on the duration of the subsequent viral excretion. A significant relationship was found between the duration of viral excretion and the severity of the resultant syndrome. The serological responses of the cats to FVR were generally of low magnitude. The proportion of infected animals with neutralizing antibody titres rose from 6 of 15 (40 per cent) by PID 16 to 20, to 11 of 15 (73 per cent) by PID 30 to 34.

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/0021997579900574

 

(B.13) PAPER. Carga viral mínima infetiva.

(a) o potencial de disseminação de doenças virais e outras doenças infecciosas é uma função da carga necessária para iniciar uma infecção com sequelas clínicas ou subclínicas, (b) isso é especialmente importante para a disseminação ambiental, onde geralmente se supõe que a diluição e a morte natural desempenham papéis proeminentes no controle da doença, (c) uso de desinfetantes e outros métodos de destruição de patógenos são comuns em certos casos, mas muitas vezes alguns sobreviventes acabam encontrando rotas de volta para seus hospedeiros, (d) a importância da carga infecciosa mínima é, portanto, evidente.

 

MINIMUM INFECTIVE DOSE OF ANIMAL VIRUSES.

Richard L. Ward , Elmer W. Akin  & Donn J. D’Alessio. Pages 297-310 | Published online: 09 Jan 2009

Download citation  https://doi.org/10.1080/10643388409381721

The potential for spread of viral and other infectious diseases is a function of the dose required to initiate an infection with either clinical or sub‐clinical sequelae. This is especially important for environmental spread where dilution and natural die‐off are generally assumed to play prominent roles in the control of disease. The use of disinfectants and other methods of pathogen destruction are common in certain instances but often a few survivors will eventually find routes back to their hosts. The importance of the minimum infectious dose is, therefore, evident. This report will review studies on the doses of different viruses required to initiate infection in animals and man.

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10643388409381721

 

(B.14) PAPER: Efeito da carga viral em experimento com pneumonia.

O efeito de várias doses de aerossol do herpesvírus bovino 1, seguido quatro dias depois pela exposição ao aerossol a um nível constante de Pasteurella haemolytica, foi estudado em 16 bezerros mestiços da linha Hereford. Utilizou-se um nebulizador de colisão para gerar aerossóis a partir de suspensões de vírus com concentrações de 10 (8,2) (alta), 10 (5,2) (moderada) ou 10 (2,2) (baixa) TCID50 / mL. A suspensão bacteriana continha 10 (7) unidades formadoras de colônias / mL. Os bezerros expostos apenas a P. haemolytica não desenvolveram lesões pulmonares.

Os bezerros dos grupos de baixa, moderada e alta exposição ao vírus desenvolveram áreas lobulares de atelectasia; além disso, um bezerro no grupo moderado e os quatro no grupo com alta exposição ao vírus desenvolveram pneumonia fibrinosa. Um dos últimos bezerros morreu. A dose eficaz de 50% para pneumonia fibrinosa sob essas condições experimentais foi de 10 (6.0) herpesvírus bovino TCID50 1 / mL de suspensão no reservatório do nebulizador e aproximadamente 10 (4,0) unidades infecciosas inaladas por bezerro.

 

EFFECT OF VIRAL DOSE ON EXPERIMENTAL PNEUMONIA CAUSED BY AEROSOL EXPOSURE OF CALVES TO BOVINE HERPESVIRUS 1 AND PASTEURELLA HAEMOLYTICA.

W D Yates, K W Jericho, and C E Doige. This article has been corrected. See Can J Comp Med. 1983 April; 47(2): 171. This article has been cited by other articles in PMC. Abstract: The effect of various aerosol doses of bovine herpesvirus 1, followed four days later by aerosol exposure to a constant level of Pasteurella haemolytica, was studied in 16 crossbred Hereford range calves. A Collision nebulizer was used to generate aerosols from virus suspensions with concentrations of 10(8.2) (high), 10(5.2) (moderate) or 10(2.2) (low) TCID50/mL.

The bacterial suspension contained 10(7) colony forming units/mL. Control calves exposed only to P. haemolytica developed no pulmonary lesions. Calves in the low, moderate and high virus exposure groups developed lobular areas of atelectasis; in addition, one calf in the moderate and all four in the high virus exposure group developed fibrinous pneumonia. One of the latter calves died. The 50% effective dose for fibrinous pneumonia under these experimental conditions was 10(6.0) TCID50 bovine herpesvirus 1/mL of suspension in the nebulizer reservoir, and approximately 10(4.0) infectious units inhaled per calf.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1235885/

 

(B.15) ARTIGO. O que afeta a razão dos casos de fatalidade?

(a) o número de casos detectados pelo teste varia consideravelmente por país; (b) viés de seleção pode significar que aqueles com doença grave são testados preferencialmente; (c) pode haver atrasos entre o início dos sintomas e as mortes, o que pode levar à subestimação da CFR; (d) pode haver fatores responsáveis pelo aumento das taxas de mortalidade, como coinfecção, cuidados de saúde mais inadequados, dados demográficos dos pacientes (ou seja, pacientes mais velhos podem ser mais prevalentes em países como a Itália);

(e) Pode haver um aumento nas taxas de tabagismo ou comorbidades entre as mortes; (f) Diferenças na maneira como as mortes são atribuídas ao Coronavírus: morrer com a doença (associação) não é o mesmo que morrer da doença (causa).

 

WHAT IS AFFECTING THE CASE FATALITY RATE?

CEBM – The Centre for Evidence-Based Medicine develops, promotes and disseminates better evidence for healthcare. Global Covid-19 Case Fatality Rates. March 17, 2020. Updated 28th March. Jason Oke, Carl Heneghan.

The number of cases detected by testing will  vary considerably by country; Selection bias can mean those with severe disease are preferentially tested; There may be delays between symptoms onset and deaths  which  can lead to underestimation of the CFR; There may be factors that account for increased death rates such  as coinfection, more inadequate healthcare, patient demographics (i.e., older patients might be more prevalent in countries such as Italy); There may be increased rates of smoking or comorbidities amongst the fatalities.

Differences in how deaths are attributed to Coronavirus: dying with the disease (association) is not the same as dying from the disease (causation).

https://www.cebm.net/covid-19/global-covid-19-case-fatality-rates/

 

Coronavirus

 

C. ESTATÍSTICA

 

(C.1) CORONAVIRUS – SITE DO GOVERNO BRASILEIRO – MINISTÉRIO DA SAÚDE

https://covid.saude.gov.br

(C.2) Boletins de Saúde do governo brasileiro.

https://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos

https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/09/be-covid-08-final-2.pdf

https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-similarities-and-differences-covid-19-and-influenza

https://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos

 

(C.3) Evolução de mortes na Europa. Coronavirus não afetou a média. Inclusive, a epidemia de ano de 2016 foi mais grave que a de covid-19 no ano de 2020.

http://www.euromomo.eu/?fbclid=IwAR1LON5RealJPlCGXM7KJoMiQAzapYWhQg89I9JMkHobsKh_RX4miL78p7c

http://euromomo.eu/bulletin_pdf/2020/2020_15_bulletin.pdf?fbclid=IwAR1YExZqa74Hw9n9hcZ9EzB0a6xIX4FKi3uM8OZuckaKtbFemkKx3dW9CNI

 

numero-de-mortes-coronavírus

 

(C.4) Centro europeu com dados da epidemia ao redor do planeta.

https://www.ecdc.europa.eu/en/geographical-distribution-2019-ncov-cases

 

(C.5) Covid tracker.

https://www.bing.com/covid?fbclid=IwAR1Jo9f81skFyzIIMu4_86ebtQ-Kq832OBafMY9mrAbS9XaNtsBPpdkTjs8

 

(C.6) Our World in Data

https://ourworldindata.org/coronavirus

https://ourworldindata.org/coronavirus-data

https://ourworldindata.org/coronavirus-testing-source-data

https://ourworldindata.org/grapher/daily-cases-covid-19?time=32..66&country=BRA+ITA+ESP+DEU

https://ourworldindata.org/grapher/daily-cases-covid-19?time=23..77&country=BRA+DEU+ITA+ESP+SWE+CHE+GBR+KOR

 

(C.7) Site que contabiliza mortes em todo o planeta.

https://www.worldometers.info/coronavirus/

https://www.eurosurveillance.org/content/10.2807/1560-7917.ES.2020.25.10.2000180

https://www.linkedin.com/pulse/coronavirus-mortality-reality-check-david/

 

(C.8) CDC/ Site informativo sobre doenças nos EUA:

https://www.cdc.gov/nchs/fastats/deaths.htm

https://www.cdc.gov/flu/weekly/#S6

https://www.cdc.gov/nchs/data/nvsr/nvsr68/nvsr68_09-508.pdf

 

(C.8) Estudos do Imperial College.

Impact of non-pharmaceutical interventions (NPIs) to reduce COVID- 19 mortality and healthcare demand. 16 March 2020 Imperial College COVID-19 Response Team

https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf?fbclid=IwAR0VbbBXM1BCnZMH2E25IzpDXYAspbJbU4A5yAJW5N9vHzwa3agKVhu_Syc

 

(C.9) The Global Impact of COVID-19 and Strategies for Mitigation and Suppression. 26 March 2020 Imperial College COVID-19 Response Team

https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-Global-Impact-26-03-2020.pdf

 

(C.10) COVID-19 Science Update for March 24th: Counting Cases and Deaths. written by Jonathan Kay. Published on March 24, 2020

https://quillette.com/2020/03/24/covid-19-statistical-and-science-update-for-march-24/

 

(C.11) Relatório sobre mortos na Itália, idade, comorbidades.

Report sulle caratteristiche dei pazienti deceduti positivi a COVID-19 in Italia Il presente report è basato sui dati aggiornati al 17 Marzo 2020.

https://www.epicentro.iss.it/coronavirus/bollettino/Report-COVID-2019_17_marzo-v2.pdf

 

(C.12) Projeções do Imperial College.

https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-Global-unmitigated-mitigated-suppression-scenarios.xlsx

 

(C.13) Covid-19 no Reino Unido..

COVID-19 is no longer considered to be a high consequence infectious disease (HCID) in the UK.

https://www.gov.uk/guidance/high-consequence-infectious-diseases-hcid?fbclid=IwAR3jpBuFaXLqnBci5SdjavumyWjj7LWc5sRtuJ0x62sm0sGaWc-Cmz60tSg#status-of-covid-19

 

D. REPORTAGENS

 

(D.1) NYT. Alemanha. 0,2% de fatalidade.

New York Times. A German Exception? Why the Country’s Coronavirus Death Rate Is Low. The pandemic has hit Germany hard, with more than 100,000 people infected. But the percentage of fatal cases has been remarkably low compared to those in many neighboring countries. By Katrin Bennhold. Published April 4, 2020. Updated April 6, 2020

https://www.google.com.br/amp/s/www.nytimes.com/2020/04/04/world/europe/germany-coronavirus-death-rate.amp.html

 

(D.2) Califórnia. Taxa de letalidade de 0,1% a 0,2%.

LOS ANGELES TIMES. CALIFORNIA. Coronavirus infections could be much more widespread than believed, California study suggests. By MELANIE MASON, DEBORAH NETBURN. APRIL 17, 20203:05 PM UPDATED 4:12 PM

” Based on their results, the Stanford researchers estimated the mortality rate in Santa Clara County to be between 0.12% and 0.2%. By comparison, the average death rate of the seasonal flu is 0.1%. ”

https://www.latimes.com/california/story/2020-04-17/coronavirus-antibodies-study-santa-clara-county

 

(D.3) Estudos preliminares na Alemanha.

REASON. CORONAVIRUS. Preliminary German Study Shows a COVID-19 Infection Fatality Rate of About 0.4 Percent. Good news from a population screening study. RONALD BAILEY | 4.9.2020 3:05 PM.

“Over the last two weeks, German virologists tested nearly 80 percent of the population of Gangelt for antibodies that indicate whether they’d been infected by the coronavirus. Around 15 percent had been infected, allowing them to calculate a COVID-19 infection fatality rate of about 0.37 percent. The researchers also concluded that people who recover from the infection are immune to reinfection, at least for a while.”

“For comparison, the U.S. infection fatality rates for the 1957–58 flu epidemic was around 0.27 percent; for the 1918 Spanish flu epidemic, it was about 2.6 percent.  For seasonal flu, the rate typically averages around 0.1 percent. Basically, the German researchers found that the coronavirus kills about four times as many infected people than seasonal flu viruses do.”

https://reason.com/2020/04/09/preliminary-german-study-shows-a-covid-19-infection-fatality-rate-of-about-0-4-percent/

 

(D.4) Vírus foi feito por seres humanos em laboratório.

Gilmore Health News. The Virus Is Man Made According to Luc Montagnier the Man Who Discovered HIV. By Robert Miller.  Published on April 16, 2020. Reviewed By Gilmore Health | On: April 21, 2020.

https://www.gilmorehealth.com/chinese-coronavirus-is-a-man-made-virus-according-to-luc-montagnier-the-man-who-discovered-hiv/

 

(D.5) Fechar fronteiras é ridículo.

NEWS Q&A  21 APRIL 2020. ‘Closing borders is ridiculous’: the epidemiologist behind Sweden’s controversial coronavirus strategy. Anders Tegnell talks to Nature about the nation’s ‘trust-based’ approach to tackling the pandemic.

https://www.nature.com/articles/d41586-020-01098-x

 

(D.6) O que está acontecendo nos hospitais britânicos.

https://youtu.be/fGebJzNSNa4

 

(D.7) Questionamento sobre retórica do lockdown.

https://www.foxnews.com/politics/berenson-big-pivot-lockdown-strategy

 

(D.8) Crítica a Neil Ferguson, do Imperal College.

Horowitz: Man who spooked the world with coronavirus model walks back his prediction. Daniel Horowitz · March 26, 2020

https://www.conservativereview.com/news/horowitz-man-spooked-world-coronavirus-model-walks-back-prediction/?fbclid=IwAR17HTgJH8r0V0TWCTEkRjZPw4Hw6UxzR3vqG10DUhr44AfyXoyZTyw0JsA

 

(D.9) Baixa eficácia do fechamento de escolas.

Coronavirus: School closures ‘have little effect’ on slowing spread of COVID-19. Closing playgrounds and increasing spacing between students may be more effective, according to UCL researchers. Tuesday 7 April 2020 05:52, UK

https://news.sky.com/story/coronavirus-school-closures-have-little-effect-on-slowing-spread-of-covid-19-11969671

 

(D.10) Hospitais em NYC estão vazios.

#filmyourhospital. NYC Hospitals are EMPTY!?. 25,981 views•Apr 3, 2020

https://youtu.be/msTGeAVuSxs

 

Live from outside NYC’s first temporary disaster hospital. 5,314 views•Streamed live on Mar 30, 2020

https://youtu.be/peyd754qPkk

 

What Elmhurst Hospital looks like when the news cameras aren’t rolling! #filmyourhospital Part ½. 180,104 views•Mar 29, 2020

https://youtu.be/K0z8NhxNTaU

 

What Elmhurst Hospital looks like when the news cameras aren’t rolling! #filmyourhospital Part 2/2. 62,392 views•Mar 29, 2020.

https://youtu.be/cNVTNNmurgA

 

(D.11). Crítica a Neil Ferguson.

https://threadreaderapp.com/thread/1241835454707699713.html

 

(D.12) Artigos diversos.

https://brasilsemmedo.com/a-verdade-sobre-os-numeros-da-covid-19/

https://www.foxnews.com/politics/coronavirus-stay-at-home-orders-protests-economy

https://www.dailywire.com/news/epidemiologist-warns-of-unintended-consequences-from-lockdowns?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=benshapiro

http://italianismo.com.br/2020/03/22/coronavirus-99-dos-mortos-na-italia-tinham-problemas-de-saude-previos/

https://braziljournal.com/coronavirus-medicos-defendem-abordagem-cirurgica-em-vez-de-lockdown-indefinido

https://www.foxnews.com/politics/trump-coronavirus-china-virus-white-house-kung-flu

https://medium.com/altru%C3%ADsmo-eficaz-brasil/corona-v%C3%ADrus-o-martelo-e-a-dança-d396553e928b

https://www.washingtonexaminer.com/news/imperial-college-scientist-who-predicted-500k-coronavirus-deaths-in-uk-revises-to-20k-or-less?fbclid=IwAR334wC8-N2SNIIc2JhKYbOjjOf8X_qEfvagSftF04vlnhU3PSUAjZoCgIc

https://especiais.g1.globo.com/bemestar/2020/coronavirus/

https://br.sputniknews.com/opiniao/2020033115398570-suecia-contraria-tendencia-europeia-e-diz-nao-a-quarentena-do-coronavirus/

https://www.bloomberg.com/graphics/2020-wuhan-novel-coronavirus-outbreak/

 

E. ECONOMIA

 

(E.1) Block Trends. ESTE É O TAMANHO DO ESTRAGO DA COVID-19 NA ECONOMIA ATÉ AQUI. Abril 17, 2020. Felippe Hermes

https://blocktrends.com.br/este-e-o-tamanho-do-estrago-da-covid-19-na-economia-ate-aqui/

 

https://motls.blogspot.com/2020/03/great-viral-depression.html

https://necsi.edu/review-of-ferguson-et-al-impact-of-non-pharmaceutical-interventions

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/03/23/controle-de-acesso-forma-fila.ghtml

https://www.oantagonista.com/economia/40-milhoes-de-desempregados/

https://braziljournal.com/o-custo-economico-do-shutdown-global-e-a-busca-por-alternativas?fbclid=IwAR3urP-9GjQz7fjNv2gFCYWR8kmRy3tixxFyYF8rNy4bvGUhdZYzV7Ep1-I

https://www.bandab.com.br/geral/em-novo-decreto-ratinho-jr-obriga-que-apenas-servicos-essenciais-funcionem-no-parana/

https://medium.com/@tomaspueyo/coronavirus-the-hammer-and-the-dance-be9337092b56

https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2020/03/epoca-negocios-xp-ve-desemprego-atingir-40-milhoes-no-brasil-sem-plano-marshall-de-verdade.html

 

HISTERIA

https://www.thestar.com.my/news/world/2020/03/19/25000-people-gather-for-covid-19-prayer-session-in-bangladesh-sparking-outcry

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/coronavirus-estudo-preve-115-milhao-de-mortes-188-milhoes-de-infeccoes-no-brasil-caso-medidas-de-contencao-nao-sejam-tomadas-1-24334697

https://oglobo.globo.com/sociedade/estudo-que-previu-meio-milhao-de-mortes-no-reino-unido-fez-governo-mudar-de-posicao-sobre-coronavirus-24310244

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/analise-falta-compreender-gravidade-da-pandemia-do-coronavirus-24307022

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,estudo-preve-ao-menos-44-mil-mortes-de-covid-19-no-brasil-isolar-so-idosos-eleva-n-para-529-mil,70003251026?utm_source=estadao%3Afacebook&utm_medium=link

 

POLÍTICA

http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/presidente-da-china-diz-que-chegou-a-hora-do-pais-pais-liderar-o-mundo/6225514/?fbclid=IwAR3AvPYD5kKIcV9Ia4hoYEor-Y3MnUt5j3NaO3-87ptnoAM4O-oyHyL9aqs

https://threader.app/thread/1240047904183721984

https://revistaoeste.com/10-coronafatos-que-voce-precisa-saber/

 

CIÊNCIA

http://calteches.library.caltech.edu/51/2/CargoCult.htm

 

 

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Acabar com lockdowns

Oito razões para acabar com lockdowns agora

Eight Reasons to End the Lockdowns As Soon as Possible –  Autoria de JONATHAN GEACH, M.D.

10/04/2020

Este texto foi traduzido por PAULO DEMCHUK em 12/04/2020.

O texto original consta dos links abaixo:

http://archive.is/Sa1KL#selection-441.0-535.0

Eight Reasons to End the Lockdowns As Soon as Possible

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A curva foi nivelada

Passamos de previsões de milhões de mortes para centenas de milhares e agora estamos prevendo cerca de 60 mil mortes. Isso ocorre com provável excesso de relatos de morte.  A Dra. Birx admitiu que a atribuição da morte ao COVID-19 foi liberal (a palavra dela). Se a contagem de mortes fosse limitada a mortes causadas diretamente pelo COVID-19, provavelmente seria ainda menor que isso.

O momento mais eficaz para o distanciamento social é o início de uma pandemia. Os bloqueios retardam o desenvolvimento da imunidade do grupo, o que ajuda a sociedade a superar o vírus.

Pode-se praticar boa higiene das mãos, usar máscaras em público e continuar o distanciamento social para idosos e alto risco, enquanto desenvolvemos imunidade de grupo para as pessoas com maior risco. Quando os lockdowns começaram, o COVID-19 já havia sido se espalhado havia meses, limitando a eficácia dos lockdowns em primeiro lugar, já que o vírus já estava disseminado.

 

Gráfico de achatamento da curva no Lockdown

 

 

Colapso econômico e desemprego destroem famílias

A cada dia de paralisação nos EUA, perdem-se aproximadamente um milhão de empregos, conforme evidenciado por 16,5 milhões de pedidos semanais de desemprego semanais em três semanas (desde 26 de março). Muitos desses empregos perdidos nunca mais voltarão. Se os bloqueios continuarem até abril, as perdas de empregos serão limitadas a 25 milhões. Muitas pessoas vêem 6,6 milhões de pessoas apenas como um número, como disse Len Kieffer, do tamanho do estado do Missouri. Vinte e cinco milhões são quase do tamanho do estado do Texas!

Os 16,5 milhões de empregos perdidos até agora contabilizam apenas pessoas que apresentaram reivindicações de desemprego processadas até 8 de abril de 2020; é provável que o número real seja um pouco maior que isso. Além disso, existem milhões de pessoas não tecnicamente desempregadas que viram sua renda despencar. Um exemplo seria os chamados trabalhadores informais, como os motoristas da Uber e da Lyft. É quase certo que corretores de imóveis estejam sofrendo o mesmo destino.

 

Pedidos de seguro desemprego nos lockdowns

 

O sistema de saúde não entrou em colapso.

Em Nova Iorque chegou-se perto. Embora a capacidade de ER e UTI tenha aumentado em muitos locais, a capacidade geral do sistema de saúde diminuiu drasticamente, pois todos os cuidados não COVID e não emergenciais estão sendo negligenciados. Isso levou a demissões de profissionais de saúde e atrasos no atendimento a inúmeros pacientes, o que resultará em uma série de consequências negativas.

 

Assumindo que a necessidade de serviços de saúde permaneceu constante enquanto a disponibilidade desses serviços despencou, inúmeros pacientes não estão recebendo os cuidados que precisam em tempo hábil. Na medicina, o tempo é essencial, portanto, mesmo recebendo o mesmo e exato tratamento no futuro há um preço. Muitos serviços importantes estão sendo adiados: doações de sangue, doações de órgãos, colonoscopias e muitos outros procedimentos eletivos. É muito importante observar que os cuidados médicos eletivos não são cuidados médicos inúteis; é apenas um atendimento médico significativo e necessário, agendado com antecedência e não realizado em caráter de emergência.

Capacidade de atendimento nos lockdowns

 

Suicídio pode matar tantas pessoas quanto o COVID-19 este ano.

Em 2018, houve 48.344 suicídios registrados. A ruína econômica resulta em uma ampla gama de problemas de saúde, suicídios, problemas de saúde mental, perda de seguro de saúde, relutância em visitar médicos à luz de dificuldades financeiras e aumento no abuso de substâncias. Isso está no topo das questões em atraso relativo aos cuidados que não são da COVID.

 

A mortalidade foi superestimada

O modelo do IHME, assim como o Dr. Fauci, reduziram recentemente as mortes prováveis dessa pandemia para cerca de 60.000, a partir de estimativas anteriores de 1 a 2 milhões. Os relatórios iniciais da taxa de fatalidade de 3 a 4% são provavelmente enganosos. Os números não computam osassintomáticos ou se recuperam sem procurar testes. O que realmente precisamos saber é a taxa de mortalidade por infecções (Infection Mortality Rate – IFR). Felizmente, temos algumas boas pistas.

Analisando os dados do navio Diamond Princess, a taxa de mortalidade por infecção no navio foi de 1%. No entanto, a idade média das pessoas no navio de cruzeiro era muito superior à idade do americano médio. Quando ajustam-se as diferenças de idade entre o navio de cruzeiro e a América, vê-se que o IFR deve ser de cerca de 0,1%. Houve um estudo recente da Alemanha na cidade de Gangelt, onde testaram 80% da população, o IFR foi cerca de 0,37%. Do jeito que estamos testando agora, não podemos saber quantas pessoas foram infectadas com COVID-19, pois faltam daqueles que tiveram a doença e se recuperaram. O teste de anticorpos é necessário para saber o número real de pessoas que foram infectadas. Há uma boa chance que esse número esteja bem acima de 10 milhões, o que reduz ainda mais o IFR.

 

Crianças correm quase nenhum risco com essa doença.

O CDC estima que 37 a 187 crianças morrem todos os anos, e não de Covid-19, mas devido à gripe. Este ano, perdemos 105 crianças pela gripe. No entanto, fechamos todas as escolas na América. A educação é de vital importância e toda uma geração perderá um quarto deste ano letivo. O fechamento das escolas contribui bastante para limitar o desenvolvimento da imunidade do grupo.

 

O EPI para era limitado, mas agora está se tornando mais disponível

Este artigo não pretende diminuir a dor e o horror que esta doença pode trazer para quem a contrai. Sou médico de uma das especialidades de maior risco para contrair a doença no hospital. A falta de equipamento de proteção individual (EPI) que os profissionais de saúde dos EUA enfrentam é injusta e errada. No entanto, como a curva foi achatada, parece que mais hospitais encontraram EPI adequados. O CDC estima que uma possível segunda onda seria de pelo menos 150 dias a partir do final do bloqueio, possivelmente neste outono. O término dos bloqueios não afetaria os EPI da atual crise. Teríamos tempo de sobra para nos preparar para uma possível segunda onda.

 

As autoridades devem mostrar evidências claras sobre os benefícios do bloqueio ( lockdowns ) indefinidamente

Aqueles que desejam continuar o bloqueio (lockdowns) indefinidamente devem mostrar evidências claras sobre os benefícios do bloqueio indefinido. É preciso haver um modelo claro e confiável que mostre quantas vidas adicionais serão salvas, considerando que já nivelamos a curva e que não há mais riscos de sobrecarregar o sistema de saúde. Os modelos anteriores provaram-se errados. As conseqüências do bloqueio indefinido são bastante impressionantes, na ordem de um milhão de empregos perdidos por dia.

Jonathan Geach, M.D.

Ankur J Patel, M.D.

Jason Friday, M.D.

Lacy Windham, M.D.

Ashkan Attaran, M.D.

Jennifer Andjelich, D.N.P.

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demchuk-coronavirus

Epidemia de coronavirus pode aumentar com quarentena

Na epidemia de coronavirus, deve-se conceber que há carga viral mínima que não gera infecção, ou que doses virais altas diminuem o tempo de incubação. Também, a longa exposição a grupos com infecção, pois há maior tempo de incubação do vírus, aumenta a epidemia. Enquanto a curta exposição a grandes grupos não parece ter muita influência sobre a epidemia. Além disso, o local em que ocorre importa, pois o vírus se dissemina melhor em ambientes frios e secos, e pior em ambientes quentes e úmidos. Há de se considerar as comorbidades, como ocorreu no caso italiano, em que 99% dos falecidos tinham outras doenças. Há de se considerar a idade, populações com mais idosos possuem taxa de infecção e de letalidade maiores.

No caso brasileiro, na contenção da epidemia do coronavirus, a quarentena (lockdown) parece uma péssima escolha. Algumas conclusões:

(1) A carga viral no indivíduo importa para o tempo de incubação. Quanto maior a dose, menor o tempo de incubação. Quanto menor a dose, maior o tempo de incubação

(2) Há uma carga mínima necessária para iniciar uma infecção com sequelas clínicas ou subclínicas. Sem ultrapassar a dose viral mínima a infecção não se instala.

(3) A longa exposição próxima entre grupos afeta e aumenta a quantidade de infectados.

(4) A curta exposição próxima não parece afetar significativamente a quantidade de infectados.

(5) Os lockdowns (quarentena) podem ter efeito perverso do aumento da dose de infecção da média, através de mais infecções pela família e menos por uso de bens comuns ao público, como corrimão, maçanetas etc.

(6) O clima afeta a dispersão do vírus. Quanto quente e úmido sua dispersão é menor. Quanto mais frio e seco sua dispersão é maior.

(7) Pode haver fatores responsáveis pelo aumento das taxas de mortalidade, como coinfecção, cuidados de saúde mais inadequados, dados demográficos dos pacientes. Ou seja, pacientes mais velhos podem ser mais prevalentes em países como a Itália.

(8) Pode haver um aumento nas taxas de mortos à conta de tabagismo, hipertensão, diabetes, distúrbios cardíacos ou outras comorbidades;

(9) Há diferenças na maneira como as mortes são atribuídas ao coronavírus, morrer com a doença (associação) não é o mesmo que morrer da doença (causa).

(10) O número de casos detectados pelo teste varia consideravelmente por país.

(11) As medidas mais adequadas parecem ser distanciamento social, isolamento de vulneráveis e apoio ao sistema de saúde para que tenha aparato médico para atendimento dos enfermos.

Faça o download da íntegra abaixo:

Download (PDF, 1.05MB)

 

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Lei de abuso de autoridade

Lei de abuso de autoridade

Uma das características centrais dos organismos estatais brasileiros é a ausência de responsabilidade. Tudo fazem sem limitações legais e, independentemente dos danos causados, não há responsabilização dos autores.

O STF é um grande porta-voz da irresponsabilidade. Tomam toda e qualquer medida judicial, com amplas repercussões, sem qualquer apreço pelo interesse da sociedade ou da legalidade do ato. E isso ocorre há décadas. Entretanto, passados vários anos, somente agora que foi determinada a invasão ilegal do Escritório do ex-PGR JANOT alguns procuradores se manifestaram contra a violação ao estado de direito da parte do STF. Não há qualquer dúvida a respeito dessa violação, tanto quanto não há qualquer dúvida a respeito da ilegalidade do ato cometido pelo STF. Também, são igualmente corretas as críticas dos procuradores a tais atos. A bem ver, numa análise rigorosa, difícil é encontrar uma decisão adequadamente prolatada junto ao STF.

O ponto a ressaltar é que isso é um fato comum e notório praticado por todos os organismos judiciários brasileiros e não começou quando os procuradores da República se deram conta do assunto. Não há nada de incomum no ato do STF que já não venha sendo cometido diariamente há décadas e cometido por todos os demais organismos estatais. O abuso é mais que comum, é extraordinariamente comum e talvez uma característica da cultura brasileira.

Mudemos um pouco a perspectiva para uma outra leitura sobre a questão. Publicou-se na mídia que o presidente Bolsonaro tem buscado outras fontes de orientação sobre economia, além do Ministro da Economia PAULO GUEDES, fato que levou à valorização de um grupo de militares nacionalistas que almejam evitar a privatização da Petrobrás, Banco do Brasil e CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, entre outras estatais. Ou seja, militares intercedem na economia para manter o poder econômico dentro do governo. Ocorre que a função dos militares é fazer a proteção contra o inimigo externo e evitar eventual fragmentação interna do estado. Não é função dos militares intervir num outro poder para implementar a particular agenda de alguns de seus integrantes.

A Lei de Abuso de autoridade é uma pequena tentativa de conter os reiterados e muito conhecidos abusos cometidos pelas autoridades judiciárias, embora essa mesma lei seja insuficiente e outros instrumentos façam-se necessários para tais fins. Como as autoridades não estão acostumadas ao limite próprio dos homens comuns, naturalmente a crítica por elas formulada foi ampla, a ponto de dizerem que a atividade seria impossibilitada dado o temor que causaria a lei quando se fizesse a apreciação de alguma questão judicial. De fato, o judiciário é como uma criança mimada que sempre teve de tudo, com direito a tirar todos os seus bens e mandá-lo para a prisão.

No instante em que as regalias de julgar em desconformidade com a lei, fora e além da legislação lhes são retiradas, a criança esperneia, grita, chora, se joga ao chão. É exatamente o caso. Nenhuma pessoa com um mínimo de maturidade, experiência e leitura leva isso a sério. Entretanto, como a histeria faz parte central da política, a mídia fez sensacionalismo em cima da questão, pois precisa vender seus preciosos espaços para anúncios. Evidentemente, o Judiciário e MP entram em simbiose com a mídia, pois é preciso vender a Lava Jato contra a corrupção. O ponto alto judiciário, um exemplo para o mundo, sem sombra de dúvida também é um ponto fora da curva. Não há nada parecido com isso no restante dos organismos judiciários.

Na medida em que se vende ao distinto público a grande operação policial que enviou poderosos à cadeia, deixa-se de lado o fato que a Lava Jato é única. Fora esse excepcionalíssimo caso, o Judiciário e o MP são palco de lentidão, erros os mais crassos, custo elevadíssimo, vantagens, vantagens e mais vantagens. Coloca-se a Lava Jato na vitrine judiciária quando o caso corriqueiro é de uma vastidão infindável de pobreza intelectual e moral. Até nisso, portanto, os órgãos judiciários são injustos, pois querem transformar a exceção em regra a fim de esconder a criminosa condução dos processos nos casos comuns. Tudo por pura propaganda visando, ao fim, a manutenção dos privilégios inerentes à burocracia, a mídia é usada para fazer a manutenção do status quo burocrático.

Bom lembrar, quem preside o processo é o judiciário, quem o instrumentaliza mediante cartórios e servidores é o judiciário, quem concede prazos aos juiz e servidores para realização dos atos processuais é o judiciário, pois a Corregedoria é quem não aplica as penas e relativiza o valor normativo do Código de Processo Civil. Em termos práticos inexiste punição para magistrado que perde prazo processual, nem dentro do processo, nem administrativamente. E magistrados não se importam em perder prazos processuais. Tratam isso como se fosse uma questão irrelevante, como se o processo fosse um bem seu particular.

Além disso, o poder judiciário brasileiro é o mais caro do planeta, consome algo em torno de 1,5% do PIB, três vezes mais que o poder judiciário alemão e não consegue cumprir mínimas funções, como entregar um processo de forma célere, eficaz e de baixo custo. Aliás, é o contrário, o processo judicial é lento, é ineficaz, é burocrático e de alto custo. Não suficiente, é inseguro, pois cada magistrado utiliza uma mesma legislação aplicada de forma diferente para cada magistrado, multiplicado pelo número de assessores de cada magistrado. Não há limites para o poder judiciário, seja porque cada magistrado faz o que bem entende, seja porque as variações de entendimento são incalculáveis.

Esses fatos em conjunto tornam injustificável o custo dispensado com o organismo e o empenho de terceiros que usufruem desse não serviço. O estado e seus órgãos desconsideram: (a) o custo da burocracia; (b) o custo direto do serviço prestado; (c) o custo indireto do serviço estatal; (d) o custo eventual derivado do serviço estatal. Como um todo, há desconsideração dos custos porque a elite burocrática importa-se exclusivamente com suas vantagens e salários, não com os problemas reais sistêmicos dos organismos que presidem.

A Lei de Abuso é apenas um primeiro passo que deve obrigar cada organismo a permanecer dentro do âmbito de suas respectivas competências. Como andam as coisas atualmente, os jurisdicionados não são mais que súditos, servos submissos do supremo interesse do funcionário estatal.

 

Veja também Auto-determinação dos povos e a legalidade da secessão

 

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legalidade da secessão

Auto-determinação dos povos e a legalidade da secessão

Segundo a Constituição Federal, art. 1º, parágrafo único, o poder emana do povo. Essa expressão é fundamental e não pode passar despercebida, pois significa que o ente que confere legitimidade à ordem jurídica é o povo, não o contrário. A legalidade da secessão

A implicação disso é óbvia, a constituição somente é constituída a partir de algo anterior, a partir de algo que lhe conceda legitimidade, exatamente esse poder popular. Razão pela qual o estado não pode se voltar legitimamente contra o interesse do seu povo, na medida em que ele é a fonte do poder.

De consequência, o patamar normativo (constituição e legislação ordinária) é hierarquicamente inferior ao dos interesses da população, pois a fonte originária do poder encontra-se no povo. O que significa afirmar que ele é o detentor do próprio status político e, ao lado do princípio da auto-determinação dos povos, uma de suas inerentes consequências, permite que o povo escolha como se dá a formação do estado que o representa.

No âmbito jurídico, a direta consequência é a denominada teoria da representação. O que significa que deputados, senadores, governantes recebem mandatos e representam o povo nos assuntos de interesse público, motivo pelo qual não podem, portanto, ir além dos poderes recebidos. Afinal, o estado nada mais é que um espelho dos interesses da população.

Há diversas consequências que daí podem ser extraídas, uma delas é que é ilegal proibir ou impedir a secessão na medida em que a ordem jurídica (constituição, leis) encontra-se em situação hierarquicamente inferior em relação ao poder que a legitima (interesse do povo). Não há qualquer espécie de sentido obrigar o povo a cumprir algo contido na constituição se esse mesmo povo, de modo legítimo, declara-se contrário ao que consta da ordem constitucional.

Também, por essa razão lógica, a constituição não detém força normativa para autodeterminar o que a população tenha interesse em fazer. Ao contrário, o princípio da auto-determinação dos povos ocorre em favor da população e com o fim de descrever que a ela cabe a escolha do seu status político. Assim, além da autodeterminação dos povos se impor em relação à constituição, por ser-lhe anterior e superior, ao mesmo tempo, submete a valor normativo constitucional e infraconstitucional naquilo que lhe diga respeito à tal contrariedade.

Desconsiderar o valor do princípio da autodeterminação dos povos, desconsiderar que o povo pode escolher seu status jurídico implica aceitar que a população esteja submetida a um poder tirânico, a um poder ditatorial, que ocorre quando a ordem jurídica encontra-se detida nas mãos de um grupo ou de uma pessoa, o que faz que essa mesma ordem passe a ocupar instância superior à dos interesses da população que, exatamente por isso, deixa de ser a fonte de sua legitimidade.

Ocorre assim que, se não é cabível ao povo manifestar-se positivamente e de modo eficaz em relação à secessão, por limitação política, física ou jurídica, o poder não emana do povo.

Para que o princípio da auto-determinação dos povos torne-se inaplicável em determinado território, é necessário que a fonte de poder jurídico seja outro que não a população, o que pode ser tanto uma oligarquia quanto o tirano. Isso faz bastante sentido num ambiente socialista quando o partido comanda um país (oligarquia) ou quando um chefe de estado concentra os poderes estatais (ditadura). Nesse ambiente, a constituição usualmente denomina-se dirigente, pois passa a dirigir e determinar a ordem num país em contrário sentido à da liberdade de escolha.

A fim de comparar essa ordem socialista intervencionista com a ordem liberal clássica, vejam-se as primeiras palavras da Constituição americana, “we the people” (nós o povo), e se pode perceber a liberdade com que os founding fathers pensaram a sociedade ao construir os EUA, seja pela rejeição aos poderes da autoridade estatal, seja pelo impedimento de sua intervenção na vida do cidadão, seja por uma sociedade pensada de baixo para cima, seja por uma sociedade tomando a si mesma como ponto de partida, seja pelo fato da ordem jurídica visar a proteção do cidadão contra as ingerências do estado na vida privada. Essas algumas das razões do sucesso da Revolução Americana comparada o fracasso das Revoluções Francesa e Russa, pois ambas acabaram em ditaduras sanguinárias.

O Direito Internacional incorpora em seus princípios fundamentais o direito de autodeterminação dos povos que, obrigatoriamente, inclui apenas o interesse de uma porção da população de um Estado existente, não sua integralidade. A referência a ‘povo’ nunca se refere à totalidade da população de uma nação ou de um estado, na medida em que isso redundaria na eliminação do direito à autodeterminação ou na sua negação perante o estado.

Verdadeiramente, o limite lógico máximo a ser obtido num processo de secessão seria o número necessário para a convocação de uma assembleia constituinte relativa ao território em que aquele povo esteja estabelecido. O raciocínio é que se uma porção da população se manifesta em favor da secessão e essa mesma porção possui capacidade de deliberar sobre uma assembleia constituinte, está aí o número mínimo constitucional para se promover a auto-determinação de uma população.

De outro lado, a necessidade de proteger a integridade territorial de estados não imprime possibilidade jurídica ou ética de impedir a secessão, caso esse seja o interesse do povo. Isso porque tanto o “estado” quanto a “nação” são conceitos etéreos que visam instrumentalizar o interesse da população. Nesse mesmo sentido, tanto o conceito de “estado” quanto de “nação” são termos modernos com poucos séculos de uso na teoria política, justamente estas construções ideológicas que deram fundamento às duas guerras mundiais do século XX, as mais violentas da história. Assim, não seria civilizado preservá-los em detrimento do povo, ou em favor da denegação do interesse legítimo de um povo na defesa de um genocídio, caso tanto do Holodomor, quanto do Holocausto.

Há de se lembrar que o maior assassino de suas respectivas populações é o Estado moderno. Essa uma das razões de sua decadência. Portanto, seria imoral e antiético sustentar qualquer conceito metafísico para defender o indefensável, a agressão a uma pessoa ou a um patrimônio à conta de um fundamento ideológico.

Por fim, o direito à autodeterminação, concebido como um dos “direitos humanos”,  é irrenunciável, mesmo que ocasionalmente negado em algum texto de lei.

 

Veja também Pacto da Mediocridade : como criar guerras subterrâneas com leis trabalhistas

 

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Leis trabalhistas

Pacto da Mediocridade : como criar guerras subterrâneas com leis trabalhistas

O relato no post Pacto de Mediocridade: a guerra subterrânea dos trabalhadores da Livraria Cultura, tem tudo para se tornar um hit entre os defensores das leis trabalhistas: nesta primeira de duas partes, a reportagem narra uma situação entre 2013 e 2016 em que funcionários se viram submetidos a um patrão explorador e escroto. De acordo com a narrativa, o problema começa quando, frente à já conhecida crise no setor de livrarias físicas e diante da aquisição da livraria por um novo proprietário, é feito um corte na quantidade de funcionários da loja. Isso faz com que os funcionários restantes fiquem sobrecarregados até que a situação como um todo se torna insustentável a ponto de, após terem que trabalhar uma madrugada inteira para tentar colocar o serviço em dia, o patrão os reúne para uma série de humilhações, esporros e o convite de que quem não quisesse trabalhar lá mais seria só passar no RH que o patrão “faria questão de mandá-los embora pagando todos os direitos certinho”. Porém, todos os funcionários da loja acabaram realmente indo ao RH para serem demitidos, contrariando a expectativa do patrão, que então teria voltado atrás em sua proposta/blefe, alegando que só mandaria os empregados embora no final do ano. Isso iniciou uma guerra velada em que a livraria passou a forçar motivos para demitir os funcionários por justa causa antes do prazo dado pelo proprietário e a tornar a vida deles um inferno para que acabassem se demitindo por conta própria antes do prazo.

Para os defensores das leis trabalhistas está aí um prato cheio para refutar as ideias de uma economia de livre mercado: como os empresários não são bonzinhos, precisamos de leis trabalhistas fortes para proteger a classe trabalhadora de abusos com o relatado nessa reportagem!

Em primeiro lugar, nenhum defensor do livre mercado acredita que empresários sejam bonzinhos. É a esquerda que enxerga o mundo dividido entre empregadores malvados versus proletários coitadinhos e sempre bem-intencionados. Os defensores da liberdade sabem muito sabem que há canalhas dentre empregadores e empregados, assim como há pessoas de boa-fé em ambos os lados.

Agora, indo ao ponto mais importante, o fato de existirem canalhas significa que leis trabalhistas seriam necessárias e benéficas? A resposta é não.

Os defensores das leis trabalhistas parecem não perceber que na verdade esta história ocorre em um cenário em que JÁ HÁ tais leis trabalhistas. Pior: eles falham em perceber que são exatamente estas leis que criam o incentivo para a situação lamentável ter se estabelecido: “ser mandado embora” em vez de “pedir para sair” só faz diferença à medida que parte do dinheiro pago pelo empregador ao empregado é retido compulsoriamente pelo governo, que só devolve esse valor (em termos de multas e indenizações) caso seja o empregador que decida encerrar a relação. Deixe-me reforçar esse ponto. Leis trabalhistas mais fortes não podem ser a solução para o problema, porque já são a CAUSA da situação lamentável denunciada pela reportagem. É o mecanismo perverso da lei trabalhista, sob as nobres intenções de “proteger” e “dar estabilidade ao empregado” que cria o incentivo para que os empregados, em vez de darem uma banana para o empregador tirano quando bem entenderem, se vejam incentivados a permanecer num ambiente de trabalho tóxico além do que permaneceriam se não houvesse o tal incentivo. A situação de guerra entre empregados e empregadores é exatamente a consequência das leis trabalhistas: empregados procurando trabalhar o mínimo possível para serem demitidos, sem dar margem à justa causa, versus empresas fazendo de tudo para piorar a situação do trabalhador para que ele acabe cedendo e pedindo demissão. É o típico jogo em que “quem ganhar e quem perder, vai todo mundo perder”, como diria a filósofa Dilma Rousseff.

Num ambiente de liberdade, as partes só têm incentivo para permanecer na relação de trabalho enquanto ela for benéfica para ambas. Apenas a liberdade de saída a qualquer tempo — e não regras inventadas por políticos— pode promover relações em que ambas as partes são incentivadas a dar motivos para a outra não querer sair da relação.

 

Veja também O que é o libertarianismo ?

 

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o dinheiro

5 Livros para entender o dinheiro

O que fizeram com o nosso dinheiro? – Murray Rothbard

Este pequeno livro é uma obra fundamental para entender o que é, qual a origem, como funciona o dinheiro e o nossos sistemas monetários.

Moeda Crédito Bancário e Ciclos Econômicos – Jesus Huerta de Soto

Um dos principais economistas da Escola Austríaca em atividade, é magnífica. São quase 1.000 páginas que levam o estudante dos primórdios da prática bancária até os dias atuais, demonstrando pela teoria econômica como o privilégio concedidos pelos governos aos bancos pode gerar ciclos econômicos e bolhas financeiras. Será possível entender como funciona o sistema de Banco Central e as chamadas reservas fracionárias, paradigmas da ordem monetária vigente.

A desestatização do dinheiro – Friedrich A. Hayek

Publicado em 1976, este livro sugere que o dinheiro deva estar desestatizado. A sua produção deve ser um problema do mercado, onde os indivíduos são livres para escolher (e produzir) o melhor dinheiro que desejarem.

The Theory of Money and Credit – Ludwig von Mises

Publicado em 1912, a obra prima de Mises sobre o dinheiro segue sendo uma referência fundamental para o estudo da moeda e da prática bancária. Para um profundo entendimento da origem e da formação do poder de compra do meio circulante, não há outra leitura senão esta. Vale cada página.

Bitcoin – a moeda na era digital – Fernando Ulrich

Bitcoin é a primeira alternativa viável de uma moeda privada não sujeita a pressões políticas ou PhDs de bancos centrais. Qualquer estudante da evolução do dinheiro deve estudar a tecnologia do Bitcoin para entender o seu potencial e como ela pode impactar nossas vidas no futuro.

Veja também O que é o libertarianismo ?

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O que é Libertarianismo

O que é o libertarianismo ?

por: Lacombi Laus

1) Qual a origem do termo libertarianismo? E quais as diferenças para a vertente clássica?

O termo libertarianismo foi introduzido por teóricos anarquistas franceses no século XIX. E ainda é muito usado nesse sentido na Europa. O socialismo libertário é a defesa de uma sociedade na qual todos os meios de produção são socializados. Porém, diferente de Karl Marx, defende que a socialização ocorra sem a criação de um estado ou estrutura hierarquizante para governar.

Paralelamente, nos EUA, o termo liberal (originalmente um defensor de determinadas liberdades civis e liberdades econômicas, pautado no pensamento dos liberais clássicos como Locke e Mill) foi trocando de sentido. Ele é atribuído, nos EUA, a pessoas que defendem liberdades individuais, mas aceitam e defendem a intervenção do governo no campo econômico. No Brasil, o liberal americano se alinha mais com o social-democrata. Por isso o liberal no sentido clássico passou a ser intitulado, nos EUA, de libertarian, sem qualquer relação com o sentido Europeu. Assim, modernos pensadores americanos com claras influências liberais como Milton Friedman, Robert Nozick e Ayn Rand foram prontamente classificados como libertarians. Contudo, Murray Rothbard, influenciado pelo anarquismo individualista de Lysander Spooner e Herbet Spencer, introduziu, na segunda metade do século XX, ideias anarquistas no movimento libertário americano – curiosamente se aproximando um pouco do sentido original do termo. O anarcocapitalismo de Rothbard é um anarquismo minimalista lato senso que defende a liberdade absoluta no seu sentido negativo, i.e., ausência de coerção. Originalmente o anarquismo – popularizado por Proudhon – envolvia, além da abolição de governos, a quebra de hierarquias econômicas. Atualmente, o libertarianismo é usualmente aplicado como sendo uma filosofia política que advoga que: “toda pessoa é a proprietária de seu próprio corpo físico assim como todos os recursos naturais que ela coloca em uso através de seu corpo antes que qualquer um o faça; esta propriedade implica no seu direito de empregar estes recursos como lhe convém até o ponto que isto afete a integridade física da propriedade de outro ou delimite o controle da propriedade de outro sem seu consentimento.”

Para saber sobre diferenças entre as vertentes libertárias/anarquistas veja:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1653

2) Qual a diferença entre utilitarismo e jusnaturalismo?

Essencialmente a diferença está na forma de defesa do libertarianismo e na sustentação do arranjo de justiça privada. Utilitarismo é a vertente popularizada por David Friedman (apesar dele não se declarar como um utilitarista) que se utiliza de uma maior eficiência do mercado em relação as soluções estatais – constatada empiricamente – para defender o anarcocapitalismo. Argumenta-se assim que o mercado provenha todos os bens e serviços em prol de uma prosperidade geral, tornando o estado inútil.

O jusnaturalismo ilegitima a existência do estado através da deontologia via direito natural à auto-propriedade (cuja justificação é a ética argumentativa hoppeana apresentada aqui: http://foda-seoestado.com/a-etica-argumentativa-hoppeana/). Tal direito natural contradiz a existência do estado da seguinte forma: o que o estado tem não é tanto um monopólio de “coerção”, mas sim um monopólio da violência agressiva estabelecido e mantido por meio do emprego sistemático de duas formas específicas de violência agressiva: imposto para a obtenção da renda do estado e a criminalização compulsória de agências de agressão defensivas (segurança) concorrentes dentro da extensão territorial conquistada pelo estado. Ambas formas agridem explicitamente o direito natural de propriedade.

A descrição detalhada do que realmente consiste a ética libertária pode ser lida aqui:

http://foda-seoestado.com/propriedade-contrato-agressao-ca…/

3) Minarquismo é libertarianismo?

Não, pois, por definição, todo estado possui monopólio sobre o uso da força, o que caracteriza uma infração ao direito à auto-propriedade (ao impedir você de criar uma agência de segurança concorrente à estatal), além de obter sua renda através da taxação (impostos) sobre os indivíduos, o que caracteriza uma infração ao direito à propriedade. Necessariamente, o estado viola a ética libertária. Em suma, libertários defendem que o único caminho de violar direitos é através de iniciação de força – isto é, cometendo agressão. E porque o estado necessariamente comete agressão, o libertário consistente, se opondo a agressão, é também um anarquista.

Vale lembrar também que, como dito em 1), exceto nos EUA, o termo libertarianismo sempre foi associado a filosofias políticas anárquicas.

Para detalhes econômicos sobre essa questão anarcocapitalismo vs liberalismo, veja:

http://foda-seoestado.com/liberalismo-classico-versus-anar…/

4) O que impede de surgir um estado/máfia no anarcocapitalismo?

Não há necessariamente um impedimento. Não se pode garantir que não surjam mas, uma vez surgidas serão prontamente ilegítimas e devem ser combatidas a todo custo. É preciso ressaltar que sob o estatismo também não se apresenta garantia alguma. As únicas diferenças nesse quesito são:

(i) Numa sociedade libertária forças privadas e voluntárias entrariam em combate contra o surgimento destas, sem escravizar involuntários.

(ii) Numa sociedade estatal uma tal máfia já existe e se chama “estado”. Ela combate outras de maneira ineficaz (basta analisar indicadores de violência em países mais estatistas) apenas para manter seu monopólio do crime.

Dizer que o anarcocapitalismo garante a ausência de criminalidade é mera utopia. Ele apenas reivindica ser a forma mais eficaz de combatê-la sem, ao mesmo tempo, agir como um ente criminoso.

Tendo em vista que essa pergunta é bastante frequente, escreveu-se artigo para descrever todos os detalhes da resposta:

http://foda-seoestado.com/da-natureza-do-estado-a-cooperac…/

5) Quem manteria os direitos de propriedade?

Agências de segurança privadas que, segundo a descrição dada por Hoppe (detalhes aqui: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1221), seriam as mesmas instituições que as agências de seguros. Pode-se também defender a propriedade com o próprio esforço do proprietário ao se munir de armamentos pesados. É importante observar que, sob o estatismo, ninguém assegura a propriedade de terceiros de uma forma eficiente, justamente por ele ser caracterizado por um monopólio de segurança e ordem. Monopólio esse que, para existir, se auto-contradiz pois se sustenta sob a pilhagem sistemática de propriedades: o crime do imposto. Existem diversos exemplos de sociedades que se viraram sozinhas e conseguiram manter direitos de propriedades de forma 100% voluntária. E ainda hoje temos alguns exemplos. Veja o artigo link da resposta 4 acima. Observe que graças à natureza tácita e dinâmica do conhecimento prático, não se pode efetivamente dizer como seriam serviços específicos em um livre-mercado, mas apenas fazer previsões genéricas. A análise econômica é sempre contrafactual.

6) Como chegar no anarcocapitalismo?

Primeiramente é preciso reformular a pergunta. A ética libertária não ambiciona, a princípio, buscar o que é certo, mas em determinar o que com certeza não pode ser certo, usando como instrumento fundamental a noção de contradição performativa. Assim, por exemplo, ela nos diz que iniciar agressão a terceiros é errado. Este raciocínio não deduz um ‘dever ser’ de um ‘ser’. Ele enfatiza a autocontradição ao negar uma proposição de dever ser, i.e., o axioma da autopropriedade.

Dado que o estado é não só um agressor, mas o mais destrutivo deles, é natural que ele se torne o principal alvo dos libertários. Entenderemos, portanto, a pergunta como: “como acabar com as agressões do estado?”. Temos duas estratégias paralelas para isso. A primeira, enfatizada por Hoppe em seu pequeno livro “O Que Deve Ser Feito”, é a secessão. Trata-se de apoiar sucessivos separatismos para enfraquecer o poder do estado e forçar os estados separados a competirem entre si por capital humano. Obtém-se com isso redução de impostos, mais liberdades civis e econômicas e um fortalecimento da cultura local. A segunda estratégia é chamada de agorismo e foi desenvolvida pelo libertário canadense Samuel Konkin III. O termo vem da palavra grega “Ágora”, um local aberto para assembleias e mercado nas antigas cidades-estados gregas. A característica que distingue o agorismo de outras táticas anarquistas é que sua estratégia tem por ênfase uma contra-economia de boicote, entendida como atividades pacíficas de mercados negros livres do pagamento de impostos e regulamentações de governos. A vantagem aqui é que, uma vez colocada em prática uma medida de contra-economia, o agorista tem um benefício inerente ao ato, já que economias desreguladas tendem a gerar mais benefícios tanto para os empreendedores quanto para os consumidores. Como bônus, temos um enfraquecimento da estrutura estatal. Mais ainda, sendo uma ação de boicote, ela não precisa da aprovação de terceiros. Nesse sentido, o agorismo é individualista, i.e., a prática permite ganhos na medida em que o indivíduo se torna menos dependente do estado. Trata-se de uma secessão forçada, independente de meios políticos. O avanço do número de adeptos das táticas de contra-economia bem como das medidas de segurança e anonimato permite uma verdadeira revolução econômica, drenando recursos do vínculo do estado corporativo, até que a contra-economia de livre mercado finalmente suplante completamente o sistema de capitalismo de estado. Veja mais detalhes do agorismo aqui:

http://foda-seoestado.com/o-agorismo-no-seculo-xxi/

7) Como resolver o problema da pobreza em uma sociedade sem estado?

Os mais pobres devem procurar empregos. Se são incapazes ou não há empregos, eles podem pedir investimentos para aplicar suas ideias no mercado e empreenderem – quem sabe eles não têm uma boa ideia? Por exemplo, eles recebem uma grana de investidores, aplicam sua ideia, e depois distribuem parte de seus lucros com eles. Com os avanços da tecnologia isso está cada vez mais fácil. Já existem vários apps para isso. Mas digamos que eles tb não tem condições de realizar trocas voluntárias por falta de acessibilidade. O que fazer? Caridade é a solução. Veja bem como ela é muito mas eficaz que o estatismo: para distribuir renda, o governo precisa assaltar pessoas. Fora o argumento ético, temos o argumento prático: são exatamente os mais pobres que mais se prejudicam com os impostos. Porque? O motivo é simples: eles consomem tudo o que ganham. Não conseguem investir. São portanto brutalmente prejudicados com a taxação, pois toda ela – não há exceções – recai sobre o consumo. Assim, se um pobre recebe do governo R$700,00 ele, ao consumir, perde quase 50% – aqui levo em conta a inflação. Mas o problema é ainda maior pois o programa estatal tem um altíssimo custo operacional. O estado requer burocratas, instituições fiscalizatórias (TCU, CGU, etc ), leis, e claro, o estado se corrompe. Ou seja, se as bolsas fossem dadas voluntariamente, então o pobre ganharia muito mais que sob o estatismo. Mais ainda: já que os produtores não são mais roubados, os serviços ficaram mais baratos e portanto o poder de consumo da bolsa voluntária aumentaria significativamente.

Contudo, deve-se sempre ter em mente que o livre-mercado é e sempre foi o principal gerador de prosperidade em toda e qualquer sociedade. A hipótese inicial do desemprego, por exemplo, é completamente irrealista. Não é difícil se dar conta desse ao olhar retrospectivamente dados históricos e econômicos de qualquer país. É possível dar um sem número de exemplos aqui mas, em vez disso, vou deixar um artigo básico sobre economia que explica didaticamente os motivos disso.

http://foda-seoestado.com/por-que-o-livre-mercado-e-melhor…/

8) Quais são os principais livros do anarcocapitalismo?

A Ética da Liberdade (Murray Rothbard):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=12

A Anatomia do Estado (Murray Rothbard):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=69

Da Produção de Segurança (Gustave de Molinari):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=51

Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo (Hans-Hermann Hoppe):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=83

Democracia – o Deus Que Falhou (Hans-Hermann Hoppe):

http://www.mises.org.br/Product.aspx?product=84

Defendendo o Indefensável (Walter Block):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=27

A Escola Austríaca (Jesus Huerta de Soto):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=30

Ação Humana – Um Tratado de Economia (Ludwig Von Mises):

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=44

 

Veja também Pondé, Boulos e os erros dos liberais

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Os erros dos liberais

Pondé, Boulos e os erros dos liberais

Recentemente o filósofo Luiz Felipe Pondé criou um novo canal no youtube, cujo nome é “Democracia na teia”. O projeto que inicialmente seria um canal para realizar entrevistas e debates com as principais lideranças políticas do país parecia até interessante, é importante que no atual cenário político brasileiro o debate de ideias se mantenha vivo, porém os clássicos erros que liberais e conservadores costumam cometer já começaram a aparecer.

Hoje, dia 5 de maio de 2019, o convidado da vez foi o ex-candidato à presidência da república pelo PSOL e líder do MTST (movimento que invade e destrói propriedade alheia) Guilherme Boulos, para um diálogo sobre democracia, liberalismo e sobre o papel da esquerda na contemporaneidade. Muitos podem perguntar, mas qual é o problema disso, não seria bom fomentarmos o diálogo entre pessoas de diferentes ideologias? E é aí onde mora o conflito entre a ideologia e a política real. De fato, não há problemas em debater com pessoas de pensamentos diferentes, a grande questão é como se debate, com quem você debate e onde você debate.

Antes de mais nada gostaria de deixar claro que gosto do Pondé, acompanho seu trabalho há bastante tempo e até mesmo já o defendi aqui no site quando foi injustamente atacado. Mas é necessário evidenciar seus erros e mostrar o quão prejudicial a postura ideológica em questão pode ser para o movimento liberal.

Voltando ao tema, o grande problema nessa idealização do “diálogo entre os diferentes” é partir da falsa premissa de que o outro lado quer dialogar ou é uma pessoa intelectualmente honesta para tal, e é aí onde está a falha da maior parte dos liberais, ignorar o estudo da Guerra Política e da realpolitik como um todo. O Guilherme Boulos é uma pessoa que devido a todo o seu histórico, nós sabemos que não só não é aberto ao diálogo, como é uma pessoa que viola direitos alheios (mais especificamente o de propriedade) e é inimigo declarado das liberdades individuais, como podemos ver nas ocasiões em que ele defendeu abertamente a ditadura cubana e a ditadura venezuelana, regimes totalitários que praticam o extermínio sistemático da sua própria população. Tendo isso em mente, qual seria a maneira adequada de debater/líder com o Boulos? Primeiramente, conferir se há de fato a necessidade da realização desse debate, há debates que simplesmente não precisam ser feitos, é necessário analisar se haverá algum retorno para você em discutir com um invasor de propriedades. Caso não haja plateia para ser convencida, não faz sentido o desperdício de tempo. Agora, e se tivermos as condições favoráveis para que tal debate ocorra, como proceder?

É necessário ter em mente que em um debate político, ao contrário do debate intelectual (onde os 2 lados visam chegar a verdade, independente da ideologia, o que não é o caso do Boulos), o seu principal objetivo deve ser sempre convencer a plateia ao seu redor (não o seu adversário) e é aí onde entra a Guerra Política. O estrategista e escritor americano David Horowitz (um dos fundadores da New Left e hoje ativista conservador) em sua obra “A arte da Guerra Política” nos ensina que na Guerra Política o agressor (não confunda agressividade com ser ofensivo ou radical, usamos aqui agressividade como sinônimo de ser incisivo) sempre tende a prevalecer, sendo o “vencedor” aquele que consegue persuadir a maior parte da plateia e a forma para conseguir isso é sendo incisivo e colocando seu oponente sempre contra a parede, mostrando sempre para a plateia o quão inescrupuloso ele é e o quão abjetas são as ideias que o mesmo defende (convenhamos, no caso do Boulos não é muito difícil demonstrar isso), lembrando sempre de se apresentar como o moderado enquanto seu oponente é taxado de radical. Aquele que se porta como bom moço ou tenta a todo custo dialogar pacificamente tende a ser pisoteado por aquele que faz uso da agressividade como método. Lembrando que esse método é um método que sempre foi utilizado em toda a história da política, defendido por estrategistas como Sun Tzu, Maquiavel e Saul Alinsky e usado até os dias de hoje na política (Ver as eleições americanas de 2016).

David Horowitz

Mas qual foi a postura do Pondé e quais os erros dele? Pois bem, o primeiro erro dele foi ceder um espaço em seu próprio canal para o Boulos, onde ele estaria dando um espaço particular para um representante da nanica esquerda psolista sendo que o PSOL jamais daria um espaço para o Pondé apresentar suas ideias. Esse erro poderia ter sido tolerado, caso o Pondé mantivesse uma postura incisiva e soubesse contestar tudo aquilo que o psolista apresentou, mas é aí que entra o segundo erro, o Pondé não só deu total espaço de fala ao líder do MTST, como também manteve a famosa postura do bom moço, uma postura que liberais progressistas (algo que o Pondé não é) costumam ter com a esquerda (nunca com a direita) e sempre com o intuito de mostrar que não é um “extremista de direita”, um “radical” ou um “preconceituoso”, mostrar que é diferente dos outros liberais (que são constantemente atacados por esses progressistas) achando que conseguirá de alguma forma converter o seu oponente esquerdista ou receber em troca algum tipo de autocrítica, mas como sabemos ela nunca vem. O Pondé chegou a dizer que o Bolsonaro representa uma direita violenta, porém, minutos depois comentou sobre a existência da esquerda violenta e declarou que o Boulos não faz parte da mesma (Boulos mais moderado que Bolsonaro??), como foi que o Boulos respondeu? Ele simplesmente defendeu as revoluções comunistas do século XX, falou da importância dos regimes socialistas que tivemos, atacou duramente a “onda extremista de direita” que vigora no nosso país e não apresentou a tão aguardada autocrítica. E quanto ao Pondé, qual resultado positivo ele teve? Absolutamente nenhum, ele deu espaço para um opositor da liberdade, foi extremamente cordial esperando converter seu adversário ou que o mesmo fizesse uma autocrítica, mas na verdade recebeu um verdadeiro show de autoritarismo e serviu de escada (se voluntariou para ser escada seria o termo correto) para as ideias do mesmo, quando a postura que o Pondé deveria ter tido era justamente contestar as ideias do psolista e colocar na parede o seu adversário, mostrando para o público o quão deplorável ele é.

Ideologia x Método

Muitos podem afirmar: “Mas o Pondé não teve a postura correta ao demonstrar que é superior ao seu oponente, chegando ao ponto de fazer o certo sem esperar nada em troca, sabendo que o seu oponente jamais faria isso? ”
A resposta é bem simples: Não

Uma coisa que liberais e libertários precisam entender imediatamente é que na Guerra Política o que importa não é a sua ideologia, mas sim o método utilizado. Na política real o seu objetivo é fazer com que suas ideias sejam aceitas e possam um dia ser colocadas em prática, não é um espaço para ideologismos, tendo isso em mente, não é sendo bom moço que sua ideia será aceita, mas sim usando o método adequado para convencer a plateia, fazendo assim com que seus princípios saiam do campo das ideias e possam ser respeitados pela sociedade. Eu tentei explicar isso em um hangout há uns meses atrás, onde respondia os devaneios do Fhoer (um youtuber analfabeto), mas como esperado, diante da sua incapacidade de compreender a política, o mesmo seguiu sem entender.

Um exemplo bem simples do conflito “ideologia vs método” é a guerra real. Todos nós sabemos que matar um inocente é errado, mas se você está em uma guerra e um oponente aparece na sua frente, por mais que matar seja errado e que seu oponente ainda não tenha feito nada, você deve atirar nele antes que ele possa apresentar qualquer reação, caso contrário você corre o risco do seu adversário sacar a arma e te matar. Na política a mesma coisa acontece, quando você não joga seu oponente na parede e o apresenta como aquilo que há de pior na terra, o seu oponente faz isso com você e a esquerda sempre fez isso muito bem (tanto é que conseguiram se manter no poder por bastante tempo). Isso é algo que o ativista americano Bem Shapiro nos explica muito bem na sua aula “10 regras para debater com a esquerda”, onde logo na primeira regra ele explica que em um debate com plateia a primeira coisa que você deve fazer é sempre bater primeiro, empurrando seu adversário contra a plateia, pois no debate aquele que bate primeiro sempre tende a prevalecer e caso você não faça isso, o seu oponente fará (algo similar ao que o Horowitz ensina). O Bem Shapiro exemplifica isso com a eleição americana de 2012, onde o Mitt Romney adotou a postura do bom moço, deixando claro que o Barack Obama era uma ótima pessoa, porém, incompetente, enquanto o Obama o tratou como o diabo na terra. Como esperado a esquerda venceu essa eleição e só pode ser retirada quando a direita com o Trump soube fazer uso da agressividade como método político (e que fique claro, não apoio o Trump, minha análise não é ideológica).

Conclusão

O Pondé no final não conseguiu nenhum resultado positivo para si ou para os liberais, no máximo beneficiou seu oponente e deu total espaço de fala para um inimigo das ideias de liberdade. Será que a postura do bom moço realmente foi positiva? Pelo visto não, mas poderíamos ter um resultado bem diferente e o público que assistiu poderia ter tido uma maior adesão a ideias liberais caso o Pondé soubesse controlar o ritmo do debate e mantivesse uma postura incisiva, contestando todas as falácias apresentadas pelo Boulos e o apresentando como aquilo que há de pior para a plateia.

Então para os liberais e libertários fica o seguinte ensinamento: na política real deixem o bom-mocismo de lado e ignorem os dogmas e ideologias, utilizem os métodos necessários para fazer com que sua ideia seja transmitida e desqualifiquem (tanto a pessoa quanto as ideias, o que no caso do Boulos é bem fácil de fazer) o seu adversário ainda nos primeiros minutos.

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