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Epidemia de coronavirus pode aumentar com quarentena

Por Demchuk , março 30, 2020

Na epidemia de coronavirus, deve-se conceber que há carga viral mínima que não gera infecção, ou que doses virais altas diminuem o tempo de incubação. Também, a longa exposição a grupos com infecção, pois há maior tempo de incubação do vírus, aumenta a epidemia. Enquanto a curta exposição a grandes grupos não parece ter muita influência sobre a epidemia. Além disso, o local em que ocorre importa, pois o vírus se dissemina melhor em ambientes frios e secos, e pior em ambientes quentes e úmidos. Há de se considerar as comorbidades, como ocorreu no caso italiano, em que 99% dos falecidos tinham outras doenças. Há de se considerar a idade, populações com mais idosos possuem taxa de infecção e de letalidade maiores.

No caso brasileiro, na contenção da epidemia do coronavirus, a quarentena (lockdown) parece uma péssima escolha. Algumas conclusões:

(1) A carga viral no indivíduo importa para o tempo de incubação. Quanto maior a dose, menor o tempo de incubação. Quanto menor a dose, maior o tempo de incubação

(2) Há uma carga mínima necessária para iniciar uma infecção com sequelas clínicas ou subclínicas. Sem ultrapassar a dose viral mínima a infecção não se instala.

(3) A longa exposição próxima entre grupos afeta e aumenta a quantidade de infectados.

(4) A curta exposição próxima não parece afetar significativamente a quantidade de infectados.

(5) Os lockdowns (quarentena) podem ter efeito perverso do aumento da dose de infecção da média, através de mais infecções pela família e menos por uso de bens comuns ao público, como corrimão, maçanetas etc.

(6) O clima afeta a dispersão do vírus. Quanto quente e úmido sua dispersão é menor. Quanto mais frio e seco sua dispersão é maior.

(7) Pode haver fatores responsáveis pelo aumento das taxas de mortalidade, como coinfecção, cuidados de saúde mais inadequados, dados demográficos dos pacientes. Ou seja, pacientes mais velhos podem ser mais prevalentes em países como a Itália.

(8) Pode haver um aumento nas taxas de mortos à conta de tabagismo, hipertensão, diabetes, distúrbios cardíacos ou outras comorbidades;

(9) Há diferenças na maneira como as mortes são atribuídas ao coronavírus, morrer com a doença (associação) não é o mesmo que morrer da doença (causa).

(10) O número de casos detectados pelo teste varia consideravelmente por país.

(11) As medidas mais adequadas parecem ser distanciamento social, isolamento de vulneráveis e apoio ao sistema de saúde para que tenha aparato médico para atendimento dos enfermos.

Faça o download da íntegra abaixo:

Download (PDF, 1.05MB)

 

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